DICAS ANIMAIS

>> sábado, 17 de janeiro de 2009


1) Problemas de verão:
Cachorros não suam portanto no calor, nunca deixe seu cachorro no carro. Mesmo com os vidros abertos, o animal pode ter danos cerebrais ou até mesmo morrer em 10 minutos. Sempre deixe seu cachorro à sombra (de preferência sob uma árvore ao invés de dentro de uma casinha de cachorro pois estas absorvem calor). É muito mais seguro deixar seu cachorro dentro de casa durante os dias muito quentes. Para combater as pulgas, penteie seu cachorro com um pente especial para que os ovos possam ser removidos também e use um spray contra pulgas tanto no animal quanto no carpete.
2) Identificação do Animal:
Uma identificação visível pode salvar a vida de gatos e cachorros. Acidentes acontecem e quando eles ocorrem, animais perdidos dependem da identificação em sua coleira contendo o nome, endereço e telefone dos donos. A cada 3 meses, verifique se a coleira não está muito apertada.
3) Pássaros devem ser livres:
Pássaros nasceram para voar e para estar com outros pássaros. Nunca compre um pássaro num Pet Shop. Se você já possui um pássaro, não corte suas asas e deixe-o voar livremente. Pense em enviar pássaros solitários para um abrigo onde ele possa estar em contato com outros de sua espécie.

4) Pequenos detalhes significam muito:
Brincar e dar atenção ao seu animal regularmente significa muito para ele pois que ele passa o dia esperando você voltar do trabalho. Comida, água, abrigo e consultas regulares ao veterinário são fundamentais mas animais são seres sociais que adoram companhia mais do que qualquer coisa. Não ignore aquele rabinho alegre, deixe seu gato se aconchegar perto de você enquanto você lê o seu jornal diário e não se apresse quando for passear com seu cachorro: esse é o tempo que eles tem para explorar o mundo e tantos cheiros diferentes.

5) Vai viajar com seu bichinho de estimação?
Cuidado! Se você vai viajar de avião, escolha uma companhia aérea que permita que o animal seja transportado num compartimento especial e não no de carga. O compartimento de carga não possui boa ventilação e a temperatura não é regulada. Muitos são os animais que se machucam ou mesmo morrem durante viagens em compartimentos de carga, portanto se a sua companhia aérea não permite que seu bichinho de estimação voe num compartimento especial, a melhor opção seria dirigir ou procurar um modo mais seguro de transporte.

6) Não deixe seu cachorro preso:
Cachorros gostam de estar onde você está. Cachorros são animais sociáveis que adoram correr, brincar e obter atenção. Deixar seu cachorro preso pode deixa-lo infeliz e fazer com que ele venha a ter problemas de comportamento. Se você conhece um cachorro que passou toda sua vida numa corrente, converse com o dono do animal e ajude-o a compreender como a sua liberdade é importante.

7) Castre seu bichinho de estimação:
Gatos e cachorros, todos devem ser castrados. A cada hora, 2.500 cachorros e gatos nascem no Sudeste do Brasil (muito mais animais do que pessoas interessadas em adota-los). Milhões de animais são abandonados, ficam doentes e acabam sendo mortos pelo centro de Zoonoses. Evite que isso aconteça castrando seu animal e divulgando esta informação entre as pessoas que conhece.

8) Se você precisa desistir de um animal:
É muito importante que você procure um outro dono para ele com muito cuidado. Cuidado para não doar o animal para pesquisas ou outros tipos de atividades ilícitas. Cheque se a pessoa interessada tem boa conduta e não tenha medo de dizer não se você acredita que o animal não estará em boas mãos. Se você não encontrar um outro dono, leve o animal à um abrigo conhecido e procure ter certeza de que ele não passará o resto de sua vida numa gaiola.

9) Nunca ignore animais perdidos ou machucados:
Nas ruas eles podem ser vítimas de maus tratos, atropelamentos e doenças além de poder se reproduzir (tornando o problema de super-população ainda maior). Quando o animal está perdido, você poderia ajudar muito tentando achar os seus donos. Se ele estiver nas ruas, procure afastá-lo de avenidas e ruas de maior movimento.

Read more...

"DONO" E "POSSE", PALAVRAS QUE NÃO COMBINAN COM OS ANIMAIS

>> sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dois vícios infelizmente ainda comuns entre defensores de animais e legisladores, sem falar da população como um todo, são considerar a tutela e responsabilidade de uma pessoa sobre seu bicho de estimação uma “posse” e chamar humanos que cuidam e tutelam animais domésticos de “donos”. Quem nunca falou ou ouviu expressões como “o dono desse cão...” ou “...em prol da posse responsável de animais”? É esse uso extremamente inadequado e vicioso, senão especista, dessas palavras que todos precisam repensar e abolir da relação entre os humanos e os animais não-humanos.
Há de se responder às perguntas: por que é inadequado dizer que um tutor de bichos de estimação é dono deles? Por que não é bom falar “o dono do bicho”? Por que não falar de posse de animais domésticos?Em primeiro lugar, evoco a semântica denotativa, a que não tem sentido figurado (conotativo). As palavras “dono” e “posse” denotam propriedade. O dono de algo é proprietário desse mesmo algo. Quem tem posse tem propriedade sobre o objeto possuído. Seria ético dizer que temos propriedade sobre nossos bichos de estimação?
Para aumentar a minha objeção sobre o uso dessas palavras sobre a relação homem-bicho, invoco suas definições nos dicionários “Priberam/Texto Editores” e “Aurélio”. Mesmo que você contrarie dizendo que a língua portuguesa é flexível e não se prende às definições contidas em um dicionário, eu mostro-as com o propósito de apontar o sentido original dos vocábulos referidos.
Segundo o Priberam/Texto Editores:
DONO (do Lat. domnu por dominu, senhor): s. m., senhor de alguma coisa; proprietário; possuidor.POSSE (do Lat. posse): s. f., retenção ou fruição de uma coisa ou direito; estado de quem possui ou frui uma coisa em seu poder; Jur., ação ou direito de possuir um título de propriedade; ato pelo qual alguém é investido ou investe outrem num direito, num cargo ou dignidade; (no pl.) haveres, bens, riqueza; (no pl.) aptidão, capacidade.
Segundo o Aurélio:
DONO: s.m. 1. Proprietário, senhor. 2. Chefe (de uma casa).POSSE: s.f. 1. Detenção duma coisa com o fim de tirar dela qualquer utilidade econômica. 2. Investidura em cargo público, ou posto honorífico, etc., ou a respectiva solenidade.
Note que não há nessas atribuições originais as posições de guarda ou tutela, tutor ou responsável de animais. Isso dá razão aos argumentos que consideram posse de animais sendo sua relegação a bens, objetos de valor e de usufruto de seu proprietário, e dono sendo de fato um proprietário. E ambas as palavras convergem num sentido semântico: propriedade.
Pergunto então: é ético dizer-se proprietário de animais domésticos? É válido ter como propriedade, como meros bens de valor, seres dotados de sentimentos, personalidade, senciência, passibilidade ao sofrimento?
Você, possivelmente um defensor animal, dirá que fala “posse” no sentido de tutela, de criação paternal dos bichos, sem intencionar reduzi-los a propriedades. Mas então eu digo: você, que não tolera o especismo, iria se referir à guarda de uma criança órfã adotada como posse também? Você diria “Vamos garantir a posse responsável de crianças abandonadas”? Ou acha essa frase absurda? Se disser que opta pela segunda alternativa, está admitindo que ainda comete deslizes especistas apesar de sua filosofia de zelo ético pelos animais. E, quanto à palavra “dono”, que infelizmente muitos defensores ainda usam, pergunto algo parecido: você chamaria o tutor, ou pai adotivo, de um jovem deficiente mental adotado em alguma casa de cuidados para deficientes mentais, sendo este incapaz de semear uma vida independente, de dono dele? Ué, esse jovem, independente de ter sentimentos, dor e protopersonalidade, tem prejudicada ou não tem a maioria das capacidades estritamente humanas de raciocínio pleno e cognição complexa, está num status similar ao de um animal não-humano como um gorila ou um cão. Por que então os animais podem ter “dono” enquanto pessoas com capacidades parecidas com a de bichos não podem de jeito nenhum? Por que apenas humanos têm direito à dignidade de não poder ter dono ou ser posse?
Já sei: é a força do hábito, ou, em outras palavras, um vício de expressão habitual. É comum isso. Muitos ex-cristãos ou ex-teístas também são pegos no flagra lançando mão de palavras de uso vicioso. Vemos muitos ateus ainda proferindo interjeições religiosas como “Deus me livre!”, “Nossa!”, “Ave Maria!”, ou “Pelo amor de Deus!”. Estes sabem que essas expressões pegam mal, porque subvertem sua descrença e freqüentemente são vistas por crentes, que as pegam no flagra, como demonstrações de que o ex-cristão não esqueceu seu antigo deus (ou santo), e isso é péssimo para quem as profere. Do mesmo jeito que essas pessoas tentam se livrar de seus vícios de expressão religiosa, os protetores dos animais devem também se policiar para evitar proferir essas palavras que não condizem com a dignidade dos animais.
Antes do próximo parágrafo, lanço aqui um comentário subjetivo: sabe que, quando falam de “posse responsável”, só consigo remeter minha imaginação à posse de armas? Armas sim são objetos passíveis de uma posse responsável. O usufruto irresponsável da propriedade delas gera muitos acidentes graves ou fatais e facilita seu roubo para uso em crimes, portanto, é necessária sua posse responsável. Sem falar que é impensável falar de posse de armas como sendo tutela, guarda ou criação paternal delas. Penso nessas horas: poxa, realmente soa muito mal falar de “posse” de animais, ainda que a palavra, acompanhada do adjetivo “responsável”, esteja se referindo a uma tutela bem-conduzida de bichos.
Voltando ao fluxo objetivo do artigo, vamos pensar em um assunto de certa forma pouco pensado: as crianças selvagens, abandonadas na selva e criadas por animais não-humanos. O site FeralChildren.com dá muitos exemplos sobre essas crianças e mostra que a maioria delas foi cuidada ao longo de sua infância (e juventude, em muitos casos) por lobos e primatas. Analisando as histórias, vemos que esses animais são mais éticos - mesmo que não tenham nenhuma noção de Ética – que o humano no tratamento da espécie “antagônica”. Ao menos no que se refere à não-arrogância do atributo de dono ou posseiro do ente adotado. Nota-se que os lobos que adotaram meninos(as) como Kamala, Amala ou Djuma de forma alguma os(as) tratavam como se fossem donos seus ou como se estivessem em posse deles(as). Pergunto: você chamaria os cuidados quase paternais dados pelos bichos da selva às crianças de “posse responsável”? Note que a relação interespecífica lobos-meninos selvagens é quase a mesma que a relação humanos-bichos domésticos, com o diferencial de que o apego dos animais aos humaninhos adotados era muito mais próximo de um afeto paternal/maternal/familiar do que o daqueles que se dizem “donos” dos seus bichinhos a estes. Epa, mas essa diferença não acontece sempre! Existem muitos casos em que os humanos se apegam numa relação também quase familiar com seus “meninos não-humanos”.
Pergunto então, já para mostrar a invalidade da condição do uso dos dois termos: onde há um relacionamento de “posse responsável”? Nos cuidados “animais selvagens => crianças adotadas”? Na relação “humanos civilizados não-especistas => animais domésticos”? Nos dois? Ou em nenhum? A sua conclusão mostrará que não há lógica ético-filosófica na arrogância da posse ou do atributo de dono em nenhum sentido direcional da relação entre espécies de diferente condicionamento racional/proto-racional.
Isso, no entanto, não é respeitado por muitas pessoas, ora ignorantes ora realmente mal-encaradas na sua visão acerca dos animais não-humanos. Enquanto amantes verdadeiros destes últimos falam de “dono” ou “posse” apenas no costume/vício de expressão, gente como pecuaristas, vaqueiros, peões e comerciantes de pet-shops tratam, de fato, os bichos sob seus cuidados aplicando o sentido mais denotativo possível dessas duas palavras. Levando ao pé da letra a arrogância de serem “donos” e terem “posse” de cães, gatos e pássaros engaiolados à venda ou cavalos, bois, porcos e outros animais explorados no meio rural, usam-nos para fins perniciosos, desde o acúmulo de propriedade e extração de matéria-prima (vide execução em massa nos matadouros para obtenção de produtos como carne e couro) até seu aproveitamento comercial e “cultural” pela sua coisificação e redução a brinquedos e mercadorias, como em rodeios, vaquejadas, exposições e leilões(!) de animais e pet-shops, violando gravemente a dignidade existencial dos não-humanos e repetindo os mesmos procedimentos abomináveis que foram muito praticados na época da escravidão humana, até o século 19. Isso não é de fato uma conseqüência do uso zôo-específico das duas palavras, mas uma amostra do que se é capaz de fazer quando se tenta transplantar a aplicação delas, que deveria ser restrita a objetos e bens imóveis, à relação com os animais. Visto isso, a intolerância à sua aplicação nos bichos implicará a inadmissão dos meios de exploração animal. Isso não seria uma zôo-panacéia, mas um passo na evolução ética do tratamento de nossos irmãos de vida.
A esse ponto, você pode dizer: “Tudo bem, não é nada bom falar normalmente de dono ou posse de animais. E quanto a ser um criador deles”? A palavra “criador” ainda parece menos intolerável que as outras duas, visto que há a criação (paternal) do bicho doméstico do mesmo jeito que a da criança/do adolescente humano, para seu sustento e sobrevivência pela tutela dos pais ou tutores. Acaba aí a semelhança, com o levantamento da diferença de que, para o humano, sua criação visa garantir que ele cresça e se torne um adulto íntegro e auto-sustentável, enquanto o animal será perpetuamente tutelado - o que desperta severas interrogações éticas por parte de adeptos da Libertação Animal, com as quais eu concordo. Outro fator é que a “criação de animais” é freqüentemente vista como um equivalente zootécnico ao cultivo de vegetais. Ambos, muitas vezes, têm fins comerciais e produtivos de matéria-prima e isso, no caso animal, é uma severa transgressão de sua dignidade e de seu direito de viver, na linha da mercantilização da vida e do corpo do bicho com o rebaixamento de suas características espirituais (não falo no sentido de religião, mas no da presença de atributos psicológicos ou protopsicológicos). Sem falar que jamais dizemos “o criador de crianças”, nem que seja o dono de um orfanato ou o benfeitor de uma casa de crianças desamparadas. Daí, torna-se não-recomendável o uso da palavra “criador” para se referir a um responsável/tutor de animais. Já a palavra “criação” eu recomendo que seja usada junto a “paternal”: “criação paternal”, expressão já presente neste artigo.
Todos os fatores e evidências expostos mostram que é realmente inadequado chamar tutores de bichos de “donos” e sua tutela/guarda/criação paternal de “posse”. Caso seja um vício de expressão habitual, recomendo que você policie sua fala para que evite proferir essas palavras no tratamento de animais, do mesmo jeito que ex-cristãos tentam evitar expressões características de sua antiga religião. Pequenas mudanças na aplicação do vocabulário conseguem moldar detalhes importantes da própria visão da pessoa sobre o assunto da dignidade animal e tornam sua atitude mais racionalizada e coerente. É com passos simples como essa substituição vocabular que, aos poucos, os próprios defensores dos bichos vão se livrando de antigos vícios e resquícios de especismo e de tratamento desigual entre o homem e o bicho e otimizando sua própria visão do valor natural e espiritual que os animais não-humanos, assim como os humanos, possuem plenamente. Jamais vai se alcançar um mundo de animais libertos e plenamente respeitados quando ainda há apologias, intencionais ou não, ao antigo status arrogado de “donos” e à posse/propriedade de bichos.
Robson Fernando

Read more...

CONHEÇA E DIVULGUE OS DIREITOS DO ANIMAL

>> quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


Algum dia você já parou para pensar que os animais também têm direitos?
E que cabe ao homem reconhecer esses direitos, num universo cada dia mais controlado pelo ser humano?
Pois então fique sabendo que 30 anos depois de votada pela ONU, em Paris, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a UNESCO, também em Paris, acaba de aprovar a Declaração Universal dos Direitos do Animal, na mesma trilha filosófica que inspirou o primeiro documento. E não foi por iniciativa direta das associações de proteção aos animais, tantas vezes acusadas (injustamente) de passionalismo.
Quem propôs a Declaração foi um cientista ilustre, o Dr. Georges Heuse, secretário-geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana, organização da qual participam luminares da ciência mundial.
Os direitos do homem foram definidos, em 1948, num corpo de 31 artigos. Os do animal cabem em 14.
A declaração de 1978 é precedida de uma breve "Declaração dos Pequenos Amigos dos Animais". Compreende-se. É necessário introduzir no processo educativo a consciência da vida como um todo natural, pois só assim o homem feito saberá honrar seu compromisso ético para com o meio em que se desenrola o seu destino.Mas os comentários ficam para depois. No momento, o importante é divulgar o mais possível os textos de Paris, e da minha parte começo a fazê-lo agora:

DECLARAÇÃO DOS PEQUENOS AMIGOS DOS ANIMAIS"
1. Todos os animais têm, como eu, direito à vida e a felicidade.
2. Não abandonarei o animal que vive em minha companhia, assim como não desejaria que meus pais me abandonassem.
3. Não maltratarei os animais; eles sofrem como a gente.
4. Não matarei animais. Matar por divertimento ou por dinheiro é crime.
5. Os animais têm, como eu, direito a viver em liberdade. Os circos e os jardins zoológicos são prisões de animais.
6. Aprenderei a observar, a compreender os animais e a gostar deles. Os animais me ensinarão a respeitar a natureza e a vida.
"PREÂMBULO
Considerando que todo animal possui direitos;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos levaram e continuam levando o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais;
Considerando que o reconhecimento, pela espécie humana, do direito à existência de outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo;
Considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e ameaçam ser perpetrados;
Considerando que o respeito aos animais pelo homem está ligado ao respeito dos homens entre si;
Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, compreender, respeitar e amar os animais, é proclamado o seguinte:

"DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL"

Art. 1º.
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Art. 2º.
O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais, ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.
Art. 3º.
1) Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.
2) Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.
Art. 4º.
1) Todo animal pertencente a espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se.
2) Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.
Art. 5º.

1) Todo animal pertencente a uma espécie tradicionalmente ambientada na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e liberdade que forem próprias de sua espécie.

2) Toda modificação deste ritmo ou desta condições, que for imposta pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.
Art. 6º.
1) Todo animal escolhido pelo homem para companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural.
2) Abandonar um animal é ação cruel e degradante.
Art. 7º.
Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e da intensidade desse trabalho, a alimentação reparadora e repouso.
Art. 8º.
1) A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate experimentação médica, científica, comercial, ou de qualquer outra modalidade.
2) As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Art. 9º.

Se um animal for criado para a alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.
Art. 10º.

1) Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem.
2) As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.
Art. 11º.

Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.
Art. 12º.

1) Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie.
2) A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Art. 13º.

1) O animal morto deve ser tratado com respeito.
2) As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos do animal.
Art. 14º.

1) Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental.



2) Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos."

Carlos Drummond de Andrade
Jornal do Brasil, 21/10/1978

Read more...

10 CONSELHOS PARA EVITAR O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS EM SEU DIA A DIA

>> quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

1. VESTUÁRIO
Nunca use calçados, roupas e acessórios de COURO, LÃ e PELES.
Utilize produtos sintéticos que não causam dor aos animais.

2. ALIMENTAÇÃO
Diminua o consumo de carnes, laticínios e ovos. O consumo destes produtos está diretamente relacionado ao HOLOCAUSTO ANIMAL. Procure alternativas. Existem muitas.

3. COSMÉTICOS, PRODUTOS DE HIGIENE E LIMPEZA
Informe-se antes de comprar qualquer cosmético sobre quais empresas testam seus produtos em animais.
Não apoie empresas que testam seus produtos nos olhos dos coelhos, forçando cães e gatos ingerirem produtos tóxicos, induzindo doenças para depois sacrificá-los.
Pesquise no site www.pea.org.br a lista com algumas dessas empresas.

4. EM CASA OU NO TRABALHO
Conscientize seus familiares, seus vizinhos, amigos e colegas de trabalho para que não cacem, não pesquem, não aprisionem aves em gaiolas. Estes são esportes e hobbies cruéis que causam sofrimento nos animais.
Nunca compre animais silvestres em feiras ou lojas. Comprando, voce estará ajudando o tráfico de animais.

5. CATIVEIRO
Aprenda a apreciar os animais em seu habitat natural. O cativeiro é uma forma de sofrimento.
Não frequente rodeios, circos que tenham animais. Ensine seus filhos a contemplarem os animais em liberdade.

6. EDUCAÇÃO
Proteste se houver experimentação animal em sua faculdade. Voce pode se recusar a participar deste experimento.Informe-se sobre a Lei de Objeção e Consciência. Visite o site: www.institutoninarosa.org.br

7. ABRIGOS
Não leve animais para abrigos. Os abrigos de animais estão superlotados. Ao contrário do que a maioria pensa, esses abrigos não tem estrutura para manter tantos bichos. Eles vivem amontoados e sem expectativa de adoção. O ambiente se torna propício para a proliferação de doenças devido a superpopulação. Os abrigos precisam de ajuda financeira e não de mais animais. Se voce não pode ficar com um animal, vacine, castre e procure um dono responsável. Nunca o abandone.

8. POSSE RESPONSÁVEL
Se voce decidiu ter um animal de estimação, lembre-se de que ele tem uma expectativa de vida em média de 16 anos (cães e gatos). Nunca o abandone. Não deixe de levá-lo ao veterinário. Faça a castração se voce não desejar que ele procrie.
Lembre-se: Animal não é brinquedo de criança. É um ser vivo que como nós, tem fome, medo, solidão, enfim, igualmente capaz de sofrer como nós humanos.

9. VOCÊ PODE
USE SUA VOZ EM FAVOR DOS ANIMAIS. BUSQUE INFORMAÇÕES, MOBILIZE-SE.
SEJA UM ATIVISTA.
FAÇA ISSO POR AQUELES QUE TANTO SOFREM E NÃO PODEM FALAR POR SI PRÓPRIOS.
10. SE VOCE CONCORDA COM TODOS OS NOVE CONSELHOS. SEJA BENVINDO !!! E PASSE ADIANTE.


LEIA: LIBERTAÇÃO ANIMAL de Peter Singer

Read more...

SOBRE A POLÊMICA DO HOLOCAUSTO ANIMAL?

>> terça-feira, 13 de janeiro de 2009


É, no mínimo, emblemático o caso da representação impetrada recentemente pela ONG ABC sem Racismo, baseada em denúncia da Afropress, sobre imagens veiculadas pelo site Holocausto Animal, imagens em que escravos africanos amordaçados aparecem justapostos a cães com focinheira e nas quais, também, judeus aprisionados em campos de concentração aparecem lado a lado com diferentes animais em cenas de confinamento e abate. É emblemático, pois ilustra muito bem dois fatos bastante comuns: o analfabetismo funcional e o egoísmo da dor.

Comecemos pelo segundo. Há uma lei natural do ser humano: a minha dor é sempre a maior dor do mundo. E isso vale tanto individualmente (a minha dor de dente com certeza é mais forte do que a do vizinho) quanto coletivamente. Sendo judeu, cresci acostumado ao eterno sentimento de pesar e dor da comunidade com relação aos antepassados exterminados pelos nazistas no Holocausto. Todos os anos lembramos e lamentamos o fato, oramos, acendemos velas... A dor de nosso povo é incomensurável. Calculo que, na comunidade negra, o sentimento relativo ao período da escravidão seja análogo. Dessa forma, qualquer um que venha tentar equiparar sua dor à nossa já, de antemão, não costuma ser visto com muita simpatia. Ora, que petulância: imaginar que sofre tanto quanto eu! Pior ainda se esse outro for o que milhares de anos de cultura antropocêntrica vieram a estigmatizar como seres “irracionais” e, portanto, inferiores. Comparar a dor humana com a de animais não-humanos, que petulância! Convém lembrar que tanto o massacre dos judeus quanto a escravidão dos africanos tiveram por base a aceitação desse estigma de inferioridade. Não admitir a existência dessa dimensão que se pode denominar “racionalidade”, “alma” ou “psiquismo” nos judeus, nos negros ou nos animais é uma forma de exercício de poder. Se for assim, posso usá-los como bem entender, sem enfrentar dilemas morais. É dessa forma, admitindo a inferioridade que, por exemplo, instituições como o clero (até suas mais altas esferas, no Vaticano) conviveram tranqüilamente com a opressão dos negros e dos judeus. Por esse mesmo mecanismo, agora, todos nós, indivíduos da espécie humana, convivemos com o uso dos animais para satisfação de nossos interesses (não só convivemos com o uso como o temos como perfeitamente natural, sendo quase impensável um mundo sem isso). A postura humana de colocar suas mais importantes preferências (satisfação do paladar, busca por testar um cosmético, vestir uma certa roupa) à frente dos interesses mais fundamentais dos outros animais como a de não sentir dor, crescer em seu ambiente natural, não ser morto é o que se convencionou chamar, na filosofia dos direitos animais, de especismo, em analogia com palavras tais como racismo ou sexismo. As imagens veiculadas pelo site Holocausto Animal não são nada mais do que uma ilustração desse conceito: dor é dor, exploração é exploração, humilhação é humilhação, não importando a cor da pele, a etnia, o tamanho do nariz e, por incrível que pareça, nem mesmo a espécie. Chegamos aí na questão do analfabetismo funcional.

Certamente, um desavisado que vá olhar as imagens terá, como primeira reação, o ato reflexo de se sentir ofendido, isso devido ao egoísmo da própria dor e ao desconhecimento do conceito de especismo, temperados pela mentalidade antropocêntrica atávica. É aquilo: o sujeito lê (aqui tem um porco, ali tem um judeu; aqui tem um escravo negro, ali tem um cachorro), mas, por falta de informação, não entende o sentido da mensagem, que é bem mais sutil, avesso a interpretações reducionistas do tipo “estão fazendo pouco da minha dor” ou “estão me chamando de porco”.

Aliás, as polêmicas imagens, que, como disse, tentam apenas explicitar o conceito de especismo, estão baseadas em trabalhos de diversos filósofos que se debruçam sobre a questão dos direitos animais. Um dos mais eminentes é o australiano Peter Singer, autor do clássico Libertação Animal, de 1975. Na obra, em diversos trechos, Singer invoca barbáries praticadas por humanos sobre outros grupos de humanos (judeus e africanos, inclusive), estabelecendo um paralelo ilustrativo com o tipo de barbárie que todos nós cometemos contra tantos animais sensíveis e conscientes. Singer, por acaso, é judeu, e seus avós pereceram em campos de concentração. Mas a polêmica comparação não é monopólio de Peter Singer ou do site Holocausto Animal.

Se o sujeito abrir uma novela muito interessante chamada O Penitente, de autoria de Isaac Bashevis Singer, judeu e Prêmio Nobel de Literatura, vai se deparar com o seguinte trecho, em que o narrador, um judeu relapso que decide se voltar à espiritualidade e abandonar as coisas mundanas, tornado-se justo e virtuoso, se questiona sobre a exploração dos animais: “Há muito eu chegara à conclusão que o tratamento do homem para as criaturas de Deus torna ridículos todos os seus ideais e todo o pretenso humanismo. Para que este estufado indivíduo degustasse seu presunto, uma criatura viva teve de ser criada, arrastada para sua morte, esfaqueada, torturada e escaldada em água quente. O homem não dava um segundo de pensamento ao fato de que o porco era feito do mesmo material e que este tinha de pagar com sofrimento e morte para que ele pudesse saborear sua carne. Pensei mais de uma vez que, quando se trata de animais, todo homem é um nazista.”

Mais ainda, se alguém resolver ler mais um pouco de boa literatura, pode esbarrar com o livro A Vida dos Animais, do Prêmio Nobel, J.M. Coetzee, no qual se lê o seguinte trecho: “Aparentemente, eu me movimento perfeitamente bem no meio das pessoas, tenho relações perfeitamente normais com elas. É possível, me pergunto, que todas estejam participando de um crime de proporções inimagináveis? Estou fantasiando isso tudo? Devo estar louca! No entanto, todo dia vejo provas disso. As próprias pessoas de quem desconfio produzem provas, exibem as provas para mim, me oferecem. Cadáveres. Fragmentos de corpos que compraram com dinheiro. É como se eu fosse visitar amigos, fizesse algum comentário gentil sobre um abajur da sala, e eles respondessem: ‘Bonito, não é? Feito de pele judaico-polonesa, é o que há de melhor, pele de jovens virgens judaico-polonesas.’ E aí eu vou ao banheiro, e a embalagem do sabonete diz assim: ‘Treblinka – 100% estearato humano’. Será que estou sonhando, pergunto a mim mesma? Que casa é esta? E não estou sonhando, não. (...) Calma, digo para mim mesma, você está fazendo tempestade em um copo d´água. Assim é a vida. Todo mundo se acostuma com isso, por que você não? Por que você não?”

Posso ainda dar um exemplo pessoal. Sou escritor e, recentemente, participei de uma coletânea de contos chamada Ficção de Polpa (Editora Fósforo, 2007), e meu conto, de ficção científica, tem por título "Quando eles chegaram". A história é uma tentativa de resposta a uma velha questão da retórica vegetariana: o que nós humanos pensaríamos e sentiríamos se uma espécie alienígena que se julgue superior invadisse nosso planeta e fizesse conosco tudo o que hoje fazemos com os animais? Qual não foi minha surpresa ao perceber que 80% dos leitores haviam enxergado, no meu trabalho, uma metáfora do holocausto judaico, embora eu não tivesse pensado nisso um segundo sequer ao escrever o texto.

Ou seja: o paralelo entre a escravidão, a exploração e a matança de judeus e negros com a escravidão, a exploração e a matança de animais existe, queira eu, Rafael Bán Jacobsen, ou não, queira a ONG ABC ou não, queira a Afropress ou não, queira o Papa ou não. E ela está por aí, é de domínio público: não pertence ao Holocausto Animal, nem a Peter Singer, nem a Coetzee, nem a Bashevis Singer, nem a mim (a rigor, a polêmica campanha do Holocausto Animal nada mais é do que uma simples tradução de uma conhecidíssima campanha do Peta – People for Ethical Treatment of Animals). Na dúvida, pelo bem da justiça, todos devem ser processados, não apenas um certo site tupiniquim, fazendo as vezes de bode expiatório. Sejamos coerentes. Processemos o Peta. Processemos Peter Singer. Processemos Coetzee. Processemos Bashevis Singer. Não, esse não, esse já morreu. Processemos então a Academia Sueca, por ter prestigiado esses dois últimos pusilânimes preconceituosos com o Prêmio Nobel. Processemos Rafael Bán Jacobsen, por acreditar que o paralelo existe e por, apesar de ser judeu, não se sentir violentado pela comparação (sente-se violentado, sim, por um grupo de pessoas de quem nunca ouviu falar se dar o direito de se posicionar por ele e dizer “nós judeus estamos ofendidos”). Processemos o inconsciente coletivo.Antes disso, porém, recomendo que todos leiam Peter Singer, leiam Coetzee, leiam Bashevis Singer. A leitura é redentora. A leitura engrandece e diminui a ocorrência de interpretações errôneas e sem sentido maior do que aquele ditado pelo nosso egoísmo, nossa ignorância e nossa prepotência.

É a esse ponto que nossa racionalidade nos conduziu: duas guerras mundiais, devastação ambiental, crescimento populacional desenfreado, aquecimento global e até mesmo peleja de ONGs que, no fundo, lutam pelos mesmos ideais – justiça, igualdade e não-violência.

Pobres animais, que não podem reclamar de serem comparados conosco.

Pobres de todos nós, que festejamos nossa racionalidade enquanto o mundo desaba sobre nossas cabeças.

Que a paz esteja conosco – se ainda houver lugar para ela!

Shalom aleichem,
Rafael Bán Jacobsen Escritor, físico nuclear, professor, pianista, judeu e, por acaso, vegano.

Read more...

ESTÁ PROVADO: PETS FAZEM BEM AOS SEUS DONOS

>> segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ter um bicho de estimação pode e costuma fazer bem. A medicina, a psicologia e a veterinária são unânimes em endossar esse conceito. Mas nem precisaria do aval da ciência para perceber o quão positivo o conviívio com um mascote tende a ser proporcionando uma vida mais feliz, menos estressante, e portanto, mais saudável.
São exatamente as reações e sentimentos positivos despertados pelos animais em nós humanos que os tornam cada vez mais usados como agentes terapêuticos. Doentes, idosos, crianças carentes, deficientes físicos ou mentais, pessoas marginalizadas. Todos tem testemunhado o enorme benefício de ter um bicho por perto. “Se para pessoas em condições absolutamente normais a presença de um bicho de estimação é benéfica, para pessoas fragilizadas ela é ainda mais relevante, podendo se tornar a essência da vida”, explica o médico geriatra norte americano Willian Thomas.
Multiplicam-se os investimentos em estudos para detectar como os animais de estimação influem positivamente na saúde humana. Sua companhia e interação ajudam a afastar a depressão, a solidão, o desamparo, a ansiedade e o medo, por exemplo, evitando doenças causadas por sentimentos negativos.
Medir até onde pode chegar o potencial terapêutico do convívio com pets é um desafio e tanto. Como calcular, por exemplo, em quanto é reduzido o número de adultos doentes por causa da menor dependência em relação à televisão, aos videogames e à internet por parte das crianças que convivem com pets?
A tendência foi identificada em 79% dos garotos e garotas por uma pesquisa feito com mais de 500 donos de animais de estimação nos Estados Unidos, em abril de 2000, pesquisa essa encomendada pela American Pet Products Manufactures Association (APPMA) à Internacional Communication Research.
Outro dado difícil de avaliar é a quantidade de doenças que são evitadas pelos donos de animais de estimação que, por causa da companhia de seus pets, obtém melhor saúde emocional e física (84% dos entrevistados) e se declaram mais calmos e relaxados (74% dos entrevistados). Algumas iniciativas de porte já foram tomadas na tentativa de avaliar cientificamente o poder dos pets sobre a saúde de seus donos. A Alemanha e a Austrália, por exemplo, se associaram, sob coordenação do australiano Bruce Headey, professor de ciência política da Universidade de Melbourne, analisaram o uso dos serviços de saúde de seus países por 13.400 pessoas de 1994 a 1996.
O estudo publicado em 1999, constatou que os donos de cães e gatos fizeram:
- 15% menos de visitas médicas
- Ficaram 32% menos tempo nos hospitals que as demais pessoas.
Com isto proporcionando uma vultuosa economia estimada em16 bilhões de reais (9 bilhões de marcos alemães e mais 2 bilhões de dólares australianos). O bem estar obtido com o convívio com pets ganha respaldo crescente por parte de estudiosos da medicina. Abaixo segue exemplos de cientistas que confirmam essas informações:
Dr. Warwick Anderson, professor de fisiologia renal e cardiovascular da Universidade de Manahs, em estudo feito pelo Baker Medical Research Institute, em melbourne, na Austrália. Trabalhou de 1987 a 1990, para comparar fatores de risco de doenças cardiovasculares em donos e não donos de pets, foi tirada a pressão arterial de 5741 pessoas de ambos os sexos de 10 a 60 anos de idade. Mediram-se também o colesterol e os triglicérides sanguíneos delas e, com um questionário, obtiveram-se os dados sobre essas pessoas e seus hábitos. Os níveis mais regulares de triglicérides e de pressão artyerial sistólica foram os donos de pets (homens e mulheres com mais de 40 anos, com diferentes tipos de pets, como cães, gatos, passaros, peixes e cavalos). O melhor índice de colesterol foi o dos homens com pets. “Donos de pets tendem a Ter pressão arterial mais regular e melhores níveis de colesterol e triglicérides”, diminuindo os riscos de patologias cardíacas, concluiu o autor.
Dra. Karen Miller Allen, médica e pesquisadora científica da Universidade Estadual de Nova Iorque, em Buffalo, nos Estados Unidos. Feito em assciação com a American Heart Association. Em 1999, avaliou a influência do convívio com pets na resposta da pressão sanguínea ao estresse mental. Participaram 48 homens e mulheres hipertensos, que moravam sozinhos. A metade deles se dispôs a adotar um cão ou gato. Todos foram medicados com lisinopril 20 mg e tirou-se a pressão deles tanto antes da adoção cmo seis meses após. Em ambas as vezes o estresse mental foi estimulado em duas provas e observada a variação de pressão. No exame final, a pressão arterial média, sob medicação, era de 12,1 por 8,2 nos dois grupos. O aumento de pressão por estresse mental foi menor nos donos de cão ou gato, subindo para 13 por 9 nas duas provas, enquanto nas pessoas sem pet registrou-se 14 por 8,9 e 14 por 9,4.
“Menor estresse mental obtido no convívio com pets beneficia quem controla pressão arterial com remédio”, foi sua conclusão.
Dr. Dennis Clair Tuner, diretor do Instituto de Etiologia Aplicada e Psicologia Animal (Ieap), em Hirzel, e professor no Instituto de Zoologia da Universidade de Zurique, ambos na Suíça. Em 1997, averiguou-se como o comportamento do gato é afetado quando o dono está deprimido. Observaram-se 96 pessoas que moravam “sozinhas” com um ou dois gatos em seus lares. A sessão durava duas horas e elas podiam fazer o que bem entendessem. Antes do início e depois do término, os participantes assinalavam quais adjetivos de uma lista melhor descreviam seu estado de espírito. Dezoito dos 28 participantes que se declararam deprimidos no início da prova consideraram-se menos deprimidos no final - e a eles pertenciam os gatos mais dispostos a cooperar quando solicitados.
“Este estudo mostrou que a interação dos donos com seus pets (gatos) reduz a depressão, desde que o felino coopere, é claro”, concluiu a pesquisadora.
Dr. Thomas Garrity, professor catedrático de ciência do comportamento da Universidade de Kentucky, com apoio da Delta Society e do Pet food Institutue of America, nos Estados Unidos. Em 1987, pesquisadores profissionais da Universidade do Kentucky entrevistaram, por telefone, 1232 pessoas com 65 anos ou mais selecionados por critérios estatísticos de amostragem. Foram perguntados sobre posse de pets, estresse, apoio social, depressão e doenças recentes. Entre elas, 408 tinham pets (mais de 85% eram cães e gatos). Foi constatado que, entre os idosos sem amigos próximos, os donos de pets eram menos deprimidos (donos com forte depressão = 0%; não donos = 53,3%) e, entre as pessoas com poucos amigos próximos, havai menos casos de fote depressão nas pessoas com fortes laços com seus pets (donos com forte depressão e fortes laços com seus pets = 40%; donos com forte depressão e laços fracos com seus pets = 76,5%).“Animais de estimação ajudam a evitar a depressão em idosos, principalmente nos que tem menor contato com pessoas” concluiu.Dra. Erika Fridemann, bióloga e presidente do Departamento de Saúde e Nutrição da Faculdade do Brooklyn, na Universidade de Nova iorque, EUA.Em 1995, foram cadastrados 369 pessoas que sofreram enfarte do mocárdio e também arritmia ventricular. Um ano depois, 6% das sem pet haviam morrido contra 1,1% dos com cães. Segundo a pesquisadora tudo indica que a maior sobrevida resultou da relação com os cães, pois as pessoas dos dois grupos tinham perfis semelhantes e a função cardíaca dos donos de cães não era melhor que a dos demais.
“O convívio com animais de estimação proporcina provável aumento de sobrevivência as pessoas com males do coração” concluiu a autora.
Dr. Bill Hesselmar, médico do Departamento de Pediatria da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.Em 1991, 2.481 crianças com 7-9 anos de idade, da costa oeste e do interior do Norte da Suécia, foram submetidas a um questionário para detectar a presença de problemas de origem alérgica. No ano seguinte, um subgrupo de 412 crianças foi submetido a um teste de pele e a uma entrevista sobre sintomas clínicos. Em 1996, a pesquisa foi repetida com as mesmas crianças, com a adição de perguntas sobre a exposição a cão ou gato no início da vida. Nesse teste, 8,6% das crianças expostas a cães ou gatos durante o primeiro ano de idade, contra 13,3% das não expostas, haviam-se afetados por asma. Casos de rinite alérgica foram constatados em 17,7% das crianças expostas a cães ou gatos contra 23,9% das sem pets.
“Criança expostas a cão ou gato no primeiro ano de vida tem menos rinite alérgica e menos asma em idade escolar”, concluiu o pesquisador.
Dr. Sami Remes, pediatra do Hospital da Universidade de Kuopio, Finlândia, em estudo feito para o Centro de Ciências Respiratórias da Universidade do Arizona, nos EUA.A partir de 1980, 1.246 crianças recém nascidas foram acompanhadas por 13 anos. Das sem histórico do mal e sem cão ou gato, 24,6% desenvolveram respiração com chiado típico sintoma da asma em crianças, enquanto apenas 17,1% das com um ou mais cães dentro de casa foram atingidas pelo problema. O estudo mediu também a sensibilidade alérgica por meio de testes de pele, aos 6 e 11 anos de idade, e de sangue, aos 9 meses, 2 e 13 anos. Deduziu-se que a exposição a cães no início da vida preveniu a asma, mas a tendência não ficou clara na exposicão a gatos. Conviver desde cedo com cães e gatos não aumentou a incidência de alergias.
“Crianças que convivem com um ou mais cães desde pequenas tem menos asma e não são mais alérgicas que as demais”, concluiu.
June McNicholas, pesquisadora especializada em Psicologia da Saúde da Universidade de Warwick, na Inglaterra. Foi publicado em 1995 o resultado de entrevistas com as mães de três jovens autistas (dois tinham 12 anos de idade e outro, 22), com histórico de agressão frequente a familiares, e que tinham animal de estimação (dois tinham gato e o outro, coelho). As mães informaram o grau de agressividade de seus filhos com os pets era baixo se comparado a agressividade dirigida a humanos,. Os autistas também procuravam os pets em busca de companhia demonstrando satisfação em tocar neles, bem como para obter conforto quando tristes, assustados ou passando mal, ao contrário do que faziam com a maioria dos humanos. Dois dos três autistas também demonstraram sensibilidade para atender as necessidades e sentimentos dos animais.
Enfim, todo dono vivencia, no dia a dia os benefícios oferecidos pelo convívio com seus pets. A contribuição positiva acontece tanto no ambiente doméstico como em hospitais e instituições de reabilitação de crianças, asilos e clínicas de repouso e nos presídios, bem como em ambientes privilegiados de trabalho, nos quais é permitido levar o pet, entre tantas possibilidades. As vantagens para a saúde humana proporcionadas pela interação entre homens e animais são cada vez mais compreendidas e valorizadas. E o melhor é que nesse convívio benéfico pode acontecer principalmente dentro do nosso próprio lar.

Read more...

VOCÊ TEM CAMINHADO COM SEU CÃO?

>> domingo, 11 de janeiro de 2009

Como tem sido a tarefa de caminhar com seu cão? Tem sido prazerosa? Quem leva quem para a caminhada? Cuidado se você não está no pleno controle; além de errado, será cansativo e desgastante e ao mesmo tempo desestimulante. Ao comprar um filhotinho, coloque logo após dois meses uma fita no seu pescoço e a troque mais tarde por uma, coleirinha, dando a ele a impressão que está sendo dominado.
Após concluir as vacinações, seu veterinário estará dando ok para passeios. Antes de levá-lo à rua, tente conduzi-lo em local próximo de casa, como o play, a garagem, com isto ele estará começando a se informar sobre o “mundo dos humanos”, é importante nesta fase que não haja qualquer tipo de estresse, isto poderá acarretar crises a médio prazo como distúrbio de comportamento, timidez e falta de segurança pois se algo der errado será fácil o retorno.
Depois que vocês estiverem seguros, então sim poderá levá-lo a locais mais distante, tente antes usar a frente do seu prédio ou sua casa, com pequenos espaços e vários passeios, o cão terá sempre mais interesse em caminhar,termine esta sessão antes da saturação do cão sempre cercado de muitos elogios com curtas e brandas palavras. Poderá oferecer-lhe algum petisco.
Lembre-se de buscar a orientação profissional (adestrador) para melhor desempenho e segurança do seu cão, pois ele ficará assustado com barulho, pessoas e bicicletas, motocicletas e caminhões, sendo assim necessário esta orientação.
Adicionando aí a satisfação única de estar com que ele gosta de forma exclusiva, transforme estes momentos de muitas festas de forma que o interesse continue mais tarde. Se você não estiver bem, tenso,estressado ou qualquer ordem que interfira no “prazer de caminhar”. NÃO SAIA. Tome uma ducha !
Dicas:
Evite deixá-lo completamente solto em logradouro público.
Acostume seu cão a andar sempre no seu lado esquerdo e não troque esta posição.
Evite enroscar a guia na mão e braço além de errado é perigoso.
Lembre-se de motivá-lo em tudo de correto que ele faça, apenas com tom de voz brando e alegre. Nesta fase, não é necessário acariciá-lo.
Esses passeios iniciais devem ser curtos (10 minutos), aumentando dependendo do sucesso.
Manhã e noite são os melhores horários, pois o stress é menor. Evite o horário entre 11 e 17h em dias quentes, pois o asfalto e calçada estarão quentes podendo machucar o seu cãozinho.
Você poderá suborná-lo com guloseima a fim de melhor conduzi-lo, mas retire aos poucos.
Impeça-o de andar com a cabeça baixa, pois caso coma algo, não será percebido. Mantenha a guia sempre de forma que sua cabeça fique erguida.
Durante a caminhada, dê pequenas paradas sempre afastado da rua. Pare espontaneamente próximo ao ponto de ônibus, pois isto vai gerar confiança,tranqüilidade e convívio social
Ao encontrar outro cão, mantenha-se sempre em alerta e pergunte ao dono se o animal é sociável. Nunca confie no dono preserve o o seu "serzinho" de repentinos traumas com cães maiores.
Você poderá usar em local próprio uma guia longa deixando-o livre, mas sempre sob forte vigilância, trazendo-o junto a ti.
Evite sair com cadela no cio, pois além de perigoso poderá causar transtorno. Procure saber qual (guia) material é mais aconselhável para sua raça, pois no mercado há varias opções. No compre a mais bonita nem a mais barata e sim a mais recomendável
Nota
Os passeios além de serem lúdicos tornam-se uma ferramenta valiosa como anti estressante, principalmente para animais de apartamento, porém são também úteis para animais que moram em casas. A sociabilização, os cheiros, os ambientes trazem uma experiencia agradável para os animais tornando-os com um comportamento mais equilibrado. Procure fazer os passeios sempre no mesmo horário para criar uma rotina de condicionamento.

Read more...

COPROFAGIA

>> sábado, 10 de janeiro de 2009

I. Introdução
É muito comum, na clínica veterinária, queixas relacionadas a cães que comem fezes. "Ver um cachorro com este comportamento me causa repugnância," colocam-se todos os infelizes proprietários quando vêem seu animal fazendo "aquilo". Em geral correm para o veterinário em desespero e pedem uma explicação, um tratamento pois não querem mais que seu cão faça isso.
II. Revisão bibliográfica
A. Classificação por tipo de fezes
Esta classificação foi feita segundo relato em literatura e em nossa experiência clinica de 10 anos:
a) Cães que comem fezes de animais ungulados. Comportamento comum de ser observado em carnívoros silvestres. Fezes, como por exemplo, de cavalos, são uma fonte de produtos de digestão microbiológica alem de fornecerem nutrientes aos cães.
b) Cães que comem fezes de gatos. Comportamento comum de causa indeterminada.
c) Cadelas recém paridas comem as fezes de seus filhotes. Ainda que seja um comportamento normal é mal interpretado pelo proprietário
d) Cães que comem as próprias fezes.
e) Cães que comem fezes de cães adultos. A razão para esse comportamento não está bem determinada.
f) Cães que comem fezes humanas.
g) Cães mantidos em canis públicos ou abrigos particulares parecem exibir mais freqüentemente este comportamento.
h) Casos mistos.
B. Causas
Varias são as hipóteses sugeridas como causas da coprofagia, no entanto não há respostas definitivas. Alguns autores sugerem que a razão para uma não definição das causa deste problema seja a variabilidade das situações que predispõem um animal a este comportamento e porque elas podem ser multifatoriais ou mistas.
1. Deficiência metabólica ou doença
a) Cães que comem fezes de outras espécies animais podem fazê-lo por que estas podem ser nutritivas, palatáveis e, por causarem poucos problemas, representarem um petisco apreciado pelo cão. Comer fezes pode não ser repugnante para o cão e pode representar uma fonte de alimento a mais ou ser apetitosa para o cão.
b) Super alimentação: sobrecarregar o sistema digestivo fornecendo alimentação e especialmente a base de ração uma única vez ao dia pode sobrecarregar o sistema digestivo e conseqüentemente ocorrer uma má digestão. Assim as fezes apresentaria um alto grau de produtos alimentares não digeridos. Mais tarde sentindo fome o cão se alimentaria destas fezes.
c) Baixos níveis protéicos ou alimentação insuficiente (fome).
d) Dietas ricas em carboidratos e fibras.
e) Deficiência de enzimas digestivas (enzimas pancreáticas). Nestes casos o fornecimento de enzimas digestivas é eficaz na superação deste comportamento.
f) Ocorrência de vermes e conseqüentemente carência nutricional.
g) Pancreatite crônica.
h) Síndrome de mal absorção.
i) Deficiência de tiamina experimentalmente induzida. Esta deficiência deve ser muito severa para provocar coprofagia.
2. Razões comportamentais
a) As cadelas recém paridas consomem as fezes dos filhotes. Dessa forma mantém o ninho limpo.
b) Ansiedade devido a conflito ambiental. Stresse ambiental pode contribuir com vários comportamentos redirecionados incluindo coprofagia.
c) Cães entediados que manipulam fezes como passatempo.
d) O cão pode ter sido condicionado a ingerir fezes para receber atenção do proprietário. O comportamento pode ter sido reforçado pela reação emocional do proprietário e que significou ganho de atenção.
As fezes parecem ter um caráter lúdico e ser gratificantes, auto recompensa e serem saborosas.
Punições excessivas relacionada a eliminações do cão. Cães podem comer fezes para evitar que os proprietários os punam.
A distribuição errônea do espaço de dormir, alimentar, defecar e urinar. Cães que não dispõem de espaço suficiente e são forçados a defecar em seu espaço de dormir acabam por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo.
Ansiedade de separação. Cães deixados em casa sem companhia por um longo período de tempo acabam por exibir este comportamento.
Vício por razões comportamentais. Cães confinados ou presos são mais aptos a desenvolverem coprofagia do que aqueles que estão em companhia humana na maior parte do tempo. Parece que animais que saem a passeio, recebem maior atenção do dono, são menos isolados e ganham brinquedos podem ter este comportamento diminuído, aliviado.
3. Outras
Hereditárias - manifesta-se aproximadamente aos 6-8 meses. Em tais casos o comportamento é considerado normal, onde buscar nutrientes no lixo representou uma adaptação no processo de evolução da espécie
III. A opinião de alguns veterinários consultados na internet.
A internet tornou-se uma alternativa pratica e importante para a troca de informações. Por isso o tema da coprofagia foi lançado ali. As opiniões apresentadas não tinham preocupação com o rigor cientifico, no entanto representaram opiniões de profissionais que lidam com casos como este diariamente. O valor destas opiniões está em sugerir hipóteses que possam ser testadas.
Para James Serpell do Dep. of Clinical Studies da School of Veterinary Medicine da University of Pennsylvania é importante lembrar que a habilidade para viver revirando lixo a procura de alimento foi uma importante adaptação na evolução do cão domestico. Algumas raças exibem grande propensão para comer fezes e outros itens pouco palatáveis e uma experiência precoce durante o seu crescimento pode contribuir no desenvolvimento deste comportamento. Por exemplo, este problema comportamental é mais prevalente em cães a quem foi permitido perambular sem restrições. Além disso, fezes geralmente contem pequena quantidade de gorduras e proteínas não digeridas, o que torna possível que elas tenham algum valor nutritivo. Finalmente é normal que a fêmea de cães comam as fezes de seus filhotes e é possível que este comportamento torne-se habitual para algumas fêmeas.
De acordo com a experiência de Erik Wilsson do Swedish Dog Training Center este problema está relacionado a maus hábitos sendo que, fezes de cães alimentados com dietas hipercalóricas parecem ser menos atraentes. Segundo este veterinário "não adianta dar bronca, porque o cão acaba comendo quando o proprietário não está vendo. A solução seria a utilização de um colar elétrico. Sempre que o cão tentasse comer fezes receberia um choque e assim acabaria por evitá-las. Neste caso é interessante que o proprietário não emita comando nenhum e não esteja presente, para que o cão não associe a presença do dono com o choque." Para Randy Fulk do North Carolina Zoological Park, não existe uma causa definida. O comportamento talvez esteja associado ao fato dos cães serem evolutivamente adaptados a revirarem lixo em busca de nutrientes ou por causa de uma deficiência em sua dieta, ou por terem aprendido com outros cães, ou por que gostam do sabor. Ele acha que se tentássemos testar essas hipóteses encontraríamos diversas razoes isoladas ou associadas. Para ele, o importante é tentar descobrir quais são as condições que possibilitaram o desenvolvimento deste comportamento. Ele se pergunta "até que ponto é necessário saber quais são as causas de um comportamento para modificá-lo." É necessário saber as causas de um comportamento antes de decidir se vamos modificá-lo ?
Para Cheryl M E McCrindle, professora associada do Departamento de Produção Animal da faculdade de veterinária na África do Sul as causas podem ser divididas em
a) razões metabólicas ou doenças (parasitas, pancreatite, má-nutrição)
b) causas psicológicas - O cão está entediado e tem movimentação restringida (cães de apartamento). Reagem com coprofagia na presença do dono, para obter atenção.
c) causas hereditárias : fezes de eqüinos, ruminantes e humanas são comuns parte da dieta de cães selvagens. Na verdade as fezes são dieta bem balanceadas - em sociedades pastorais, onde as fezes são depositadas no chão, os cães estão em boas condições. Sua fonte principal de proteínas e vitaminas são as fezes humanas.
IV. Tratamentos propostos
Cães jovens podem comer fezes com o propósito de estabelecer uma flora bacteriana intestinal apropriada, no entanto, comer as fezes representa um comportamento não adaptativo uma vez que as fezes podem ser fontes de infestação de vermes, bactérias e vírus. Por outro lado este comportamento é rejeitado pelo proprietário e portanto deve ser tratado, ou modificado.
O Tratamento dos casos de coprofagia propostos em literatura não são uniformes. Uma vez que as causas não sejam bem definidas também tornam a escolha do tratamento uma matéria controvertida.
Segundo Hart & Hart (1985) os cães podem desenvolver aversão a fontes alimentares potenciais se estas provocarem náusea ou mal estar. No entanto, é muito difícil produzir aversão a alimentos de sabor conhecido. De acordo com estes autores a domesticação tornou os cães dificilmente condicionáveis a evitar alimentos.
Para Campbell cães devem ser alimentados 2 vezes ao dia com quantidades adequadas. Uma vez que não tenha sido constatada doença metabólica evita-se o desenvolvimento deste comportamento chamando, distraindo e brincando com o cão ao mesmo tempo que se emite um som agudo. As fezes são retiradas quando o cão se afastar do local e não estiver vendo. O cão será condicionado a se afastar do local em que evacuou tão logo acabe de evacuar. A aplicação do condicionamento respondente (o som agudo afastar-se das fezes) providencia uma correção geralmente permanente.
A coprofagia pode ser corrigida através da mudança para uma dieta de alta digestibilidade, alto nível de proteínas e gorduras e baixos níveis de carboidratos e fibras resultando modificação da textura e sabor e portanto na atração pelas fezes.
Para Mugford (in Serpell,J. The domestic dog its evolution, behaviour and interactions with people(1995) Cambridge: Cambridge Un. Press.a freqüência da alimentação pode ser aumentada até em 4 vezes ao dia. O conteúdo de fibras contido na dieta deve ser aumentado. Finalmente a coprofagia pode ser suprimida usando-se o condicionamento por aversão no qual cloreto de lítium 'é administrado imediatamente após o consumo de fezes. mas este tratamento só deve ser usado como ultimo recurso.
Dr. Mauro Lantzman

Read more...

CÃES EM APARTAMENTO

>> sexta-feira, 9 de janeiro de 2009



Pense no bem estar do seu melhor amigo.
Se você mora em apartamento e pretende comprar um cão, antes de adquirir veja se é permitido animais no seu prédio, se for, ótimo, o segundo passo é descobrir que tipo de cachorro você quer sempre levando em consideração o tamanho do local que o bichinho irá ficar. Antes da escolha aprenda como se comporta cada raça, quais os mais indicados para viver em apartamento, e saiba que a vida de seu companheiro depende absolutamente de você. Bem, já que você resolveu que quer um novo companheiro, então vejamos alguns toques indispensáveis para uma boa harmonia do cão com o local que ele irá viver.
Cães de grande porte não devem viver em apartamento, muitos deles acabam sofrendo de uma doença chamada de displasia coxo-fumeral, que é um problema de postura e aprumo por falta de movimentação. Não deixe seu companheiro o dia todo restrito a um pequeno pedaço da casa (como a área de serviço, por exemplo), ele pode apresentar problemas de comportamento e físicos. Objetos perigosos e de valor devem estar longe do alcance do cão, pois ele pode destruir facilmente, ou até mesmo sem querer com o balançar do rabo. O animal deve passear no mínimo três vezes por semana. Escolha um só lugar para colocar a comida e a água de seu cãozinho. Só adquira um bichinho se você tiver certeza de que vai poder cuidar dele com todo o carinho.
Não se esqueça que o bem estar de seu cão está nas suas mãos.

As raças mais indicadas para se ter em apartamento são: * Beagle * Bichon Frisé * Basset Houd * Chihuahua * Cocker Spaniel Inglês * Cocker Spaniel Americano * Dachshund Miniatura * Lhasa Apso * Maltés * Pincher * Poodle * Pequinês * Pug * Shar Pei * Schnauzer Miniatura * Shih Tzu * Scottish Terrier * Westie Terrier * Yorkshire Terrier Existem muitos cães de grande porte que vivem em apartamentos e tem uma vida normal e saudável, mas para isto o dono do animal tem que dedicar um tempo e atenção bem maior. As raças maiores necessitam de passear na rua pelo menos uma vez por dia, o dono deve levar o cão aonde ele possa correr.
Os cuidados com objetos devem ser redobrados, pois só com o caminhar do cão ele pode destruir alguma coisa. Então se sua escolha mesmo em apartamento for um cão de grande porte prepare-se: o bem estar de seu melhor amigo depende de você!

Veja algumas raças de grande porte. * Americam Pit Bull Terrier * Afghan Houd * Akita * Boxer * Chow Chow * Doberman * Dogue Alemão * Golden Retriever * Husky Siberiano * Labrador * Old English sheepdog * Pastor Alemão * Pastor Canadense * Pastor Belga * São Bernardo Agora que você já escolheu qual será seu novo companheiro, aprenda algumas leis que terão que ser obedecidas dentro de um prédio (onde é permitido cachorro).

Por lei, qualquer pessoa dentro de um apartamento pode ter um cão, desde que ele não perturbe nem faça barulho das 22h às 7h, não coloque em risco a segurança de outros moradores, não suje as áreas do condomínio. Os cães de pequeno porte geralmente são mais bem aceitos por vizinhos.
Se você pretende ser um criador de animais cuidado! Por lei é proibida a criação de animais em apartamentos. A legislação é muito rigorosa com o número de animais que podem viver em um mesmo apartamento.

Read more...

CARRAPATOS - BABESIOSE E ERLIQUIOSE

>> quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Durante o verão os proprietários de cães se deparam com mais um dos perigos que rondam seus animais de estimação, estamos falando dos carrapatos que são vistos não só entre os pêlos dos cães como pelas paredes e grama, e que se reproduzem com extrema rapidez e facilidade.
Os carrapatos, como já se sabe se alimentam do sangue de diversos mamíferos, entre eles os cães; ao se alimentarem através da picada esses artrópodes provocam uma reação alérgica local de intenso prurido, ou seja, a picada faz com que o animal se sinta incomodado e se coce muito. Ao se coçar os cães podem inclusive causar maiores lesões como grandes feridas de cicatrização dificultosa.
Porém todos os problemas descritos acima tornam-se pequenos diante de duas doenças que esse artrópode pode transmitir, trata-se da Babesiose e da Erliquiose.
A Babesiose é uma doença protozoária que afeta as hemácias de cães, ou seja, os protozoários que se encontram no interior dos carrapatos adentram nos animais no momento da picada do artrópode e invadem a circulação sangüínea se alojando nas células vermelhas do sangue que transportam oxigênio dos pulmões.
Um cão com babesiose apresenta sintomas como palidez ou mucosas amareladas, anemia, febre, urina com resquícios de sangue e fígado aumentado; o animal que possuir um ou vários desses sintomas e principalmente que tem ou teve contato com carrapatos deve ser encaminhado ao médico-veterinário que confirmará o diagnóstico através de um esfregaço sangüíneo e iniciará o tratamento imediatamente.
Geralmente um cão afetado pela babesiose também sofre de erliquiose.
A Ehrlichia canis é uma ricktessia que interfere na produção das células vermelhas do sangue; ela diminui o número de hemácias fazendo com que a medula óssea, órgão responsável pela produção de células sangüíneas, tenha que trabalhar mais para compensar a perda.
O que ocorre é que a medula acaba por produzir células jovens, que também são detectadas através de exame sangüíneo, e acusam a doença.
Tanto a Babesiose, quanto a Erliquiose podem ser evitadas com o controle dos carrapatos em seus animais e também no ambiente em que vivem; para isso existem vários produtos no mercado que mantém pulgas e carrapatos longe de seu cãozinho por períodos que variam de 1 a 3 meses, procure se informar quanto ao produto que melhor se enquadra nas características do seu animal.

Read more...



  © Blogger template Romantico by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP