MERIAL E WSPA BRASIL JUNTAS CONTRA A CINOMOSE

>> segunda-feira, 16 de março de 2009

Com o objetivo de combater a incidência da cinomose, doença altamente contagiosa que pode afetar cachorros de todas as raças e idades, a Merial realizará nos meses de abril e maio a campanha “Cinomose Aqui Não”. Neste período, 5% do total das doses vendidas dasvacinas Recombitek® serão doadas à ong WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal.
A campanha, a ser realizada em todo o Brasil, visa chamar a atenção de donos de cachorro sobre a necessidade da vacinação anual contra a cinomose, que ainda mata milhares de cachorros no País. Os veterinários são aliados importantes dessa campanha, ao esclarecerem os donos de cachorros sobre os riscos e a prevenção dessa grave doença, contribuindo para sua eliminação.
Ao término da campanha, a WSPA Brasil irá encaminhar a vacina doada pela Merial a ongs afiliadas, que ficarão responsáveis por aplicá-la em milhares de cães de diversas regiões do país. “Além de desenvolvermos soluções como a campanha Cinomose Aqui Não, e outras para prevenção e cura de doenças, também promovemos ações que estimulam e viabilizam seu controle, repartindo esse compromisso com ongs atuantes na proteção animal”, afirma Leonardo Brandão, gerente de produto e relacionamento da área decompanhia da Merial.
Atualmente, estima-se que apenas 7 milhões de cachorros sejam vacinados todos os anos contra a cinomose, numa população estimada de 30 milhões de animais. A cinomose é uma doença grave e quase sempre fatal. Sua transmissão ocorre por meio do contato direto(secreções nasais e orais) entre os animais. Por isso, a melhor opção de combatê-la é a prevenção por meio de vacinação dos cachorros.
A cinomose é popularmente conhecida como a doença que cai os quartos. Ela pode causar diarréia e vômito, corrimento nasal e ocular, febre, falta de apetite, tiques nervosos, convulsões e paralisias.
Saiba mais em www.cinomose.com.br.
Mais informações www.cinomose.com.br ou www.wspabrasil.org, ou 0800 888 7387 .

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VLADIMIR PUTIN CHAMA A CAÇA DE FOCAS DE INDÚSTRIA SANGRENTA


As focas bebês do mundo agora têm pelo menos um lugar civilizado no planeta para nascerem aonde elas possam estar livres da ferocidade e crueldade da humanidade. O governo Russo baniu a caça das focas bebes nas regiões a cerca do Mar Branco.
O Primeiro Ministro Russo Vladimir Putin chamou a caça de focas de “indústria sangrenta”.
“Esta claro que isso devia ter sido banido há muito tempo atrás.” Disse Putin em uma reunião com o Ministro de Recursos Naturais.
Isso deixa apenas o Canadá e a Noruega como os açougueiros de focas bebês e ambos deveriam se envergonhar de suas ações com essa decisão da Rússia.
Putin reconheceu a importância da indústria de caça na região e disse que iria requerer do governo uma compensação de renda.
“A caça é o meio de existência deles. Por isso, simplesmente banir não é certo. Um sistema de medidas de apoio deve ser feito para assegurar empregos e uma renda para aqueles que vivem e trabalham lá.” Disse Putin.
As pessoas da área do Mar Branco estão em desvantagem econômica em relação as que vivem nas Ilhas de Newfoundland e de Magdalen, mesmo assim a Rússia achou um jeito de compensar os caçadores e de prover proteção as focas.
“A matança de focas no Canadá ainda permanece uma das marcas negras na reputação de todos os canadenses.” Disse Capitão Paul Watson. “Como é triste ver a Rússia achar uma maneira de acabar com a matança, enquanto o Canadá ainda continua o subsidiando o maior massacre de focas do planeta.”
O Ministro de Recursos Naturais da Rússia esta preparando uma proposta para banir a caça de focas com mais de um ano de idade.

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ÉTICA E RACISMO AMBIENTAL

>> sábado, 14 de março de 2009

O conceito “racismo ambiental” se refere a qualquer política, prática ou diretiva que afete ou prejudique, de formas diferentes, voluntária ou involuntariamente, a pessoas, grupos ou comunidades por motivos de raça ou cor. Esta idéia se associa com políticas públicas e práticas industriais encaminhadas a favorecer as empresas impondo altos custos às pessoas de cor. As instituições governamentais, jurídicas, econômicas, políticas e militares reforçam o racismo ambiental e influem na utilização local da terra, na aplicação de normas ambientais no estabelecimento de instalações industriais e, de forma particular, os lugares onde moram, trabalham e têm o seu lazer as pessoas de cor. O racismo ambiental está muito arraigado sendo muito difícil de erradicar.
A tomada de decisões ambientais muitas vezes reflete os acordos de poder da sociedade predominante e das suas instituições. Isto prejudica as pessoas de cor, enquanto oferece vantagens e privilégios para as empresas e os indivíduos das camadas mais altas da sociedade. A questão de quem paga e quem se beneficia das políticas ambientais e industriais é fundamental na análise do racismo ambiental.
O racismo ambiental fortalece a estratificação das pessoas (por raça, etnia, status social e poder), o lugar (nas cidades principais, bairros periféricos, áreas rurais, áreas não-incorporadas ou reservas indígenas) e o trabalho (por exemplo, se oferece uma maior proteção aos trabalhadores dos escritórios do que aos trabalhadores agrícolas).
Este conceito institucionaliza a aplicação desigual da legislação; explora a saúde humana para obter benefícios; impõe a exigência da prova às “vítimas” em lugar de às empresas poluentes; legitima a exposição humana a produtos químicos nocivos, agrotóxicos e substâncias perigosas; favorece o desenvolvimento de tecnologias “perigosas”; explora a vulnerabilidade das comunidades que são privadas de seus direitos econômicos e políticos; subvenciona a destruição ecológica; cria uma indústria especializada na avaliação de riscos ambientais; atrasa as ações de eliminação de resíduos e não desenvolve processos precautórios contra a poluição como estratégia principal e predominante. A tomada de decisões ambientais e o planejamento do uso da terra em nível local acontecem dentro de interesses científicos, econômicos, políticos e especiais, de tal forma que expõem às comunidades de cor a uma situação perigosa. Isto é particularmente verdade no Hemisfério Sul e, também, no Sul dos EUA, região que foi convertida numa “área de sacrifício”; um buraco negro para os resíduos tóxicos. Fora disso, ela está impregnada pelo legado da escravidão e pela resistência braça à justiça eqüitativa para todos.
O Hemisfério Sul (e também o Sul dos EUA) se caracteriza por políticas ambientais equivocadas e pela concessão de significativas deduções fiscais. A aplicação simplificada das normas ambientais deu lugar a que o ar, a água e a terra dessas regiões sejam mais contaminadas pelas indústrias, principalmente das multinacionais estadunidenses.
No Corredor Industrial do Baixo Mississipi, na Luisiana, têm-se estabelecido empresas petroquímicas que produzem agrotóxicos, gasolina, tintas e plásticos. Os ecologistas e os residentes locais o apelidaram de “Beco do Câncer”, sendo que os benefícios fiscais que recebem essas indústrias poluentes criaram poucos postos de trabalho para esses elevados custos. A revista Time denunciou que na Luisiana foram eliminados U$ 3,1 bilhões em impostos sobre propriedades de empresas poluentes. As cinco companhias mais poluentes receberam U$ 111 milhões em benefícios no último decênio. Este exemplo se aplica a inúmeras empresas dos países do Hemisfério Sul.
Existe uma correlação direta entre a exploração da terra e a exploração das pessoas. De forma geral, os indígenas são a parte da população que se defrontam com algumas das piores formas de poluição, entre elas a do mercúrio usado nos garimpos e as populações marginais que vivem perto dos lixões e aterros sanitários, incineradores e de outros tipos de operações perigosas praticadas pelas empresas mineradoras. A poluição industrial se manifesta também no aleitamento materno das mães das grandes cidades como São Paulo ou Nova Iorque. No caso dos EUA, as reservas dos indígenas norte-americanos, estão sendo sitiadas pelo “colonialismo radiativo”.
O legado do racismo ambiental institucional privou a muitas nações com grande número de indígenas de uma infra-estrutura econômica capaz de combater a pobreza, o desemprego, a educação e a atenção para a saúde e muitos outros problemas sociais. O racismo ambiental é evidente em escala mundial. O transporte de resíduos perigosos das comunidades ricas para as comunidades pobres não soluciona o crescente problema dos rejeitos em escala mundial. O transporte transfronteirizo de agrotóxicos proibidos, resíduos perigosos e produtos tóxicos e a exportação de “tecnologias perigosas” dos EUA – país onde a regulação e a legislação são rigorosas – para nações com uma infra-estrutura e uma legislação mais fracas, coloca em evidência a desigualdade normativa.
Os diferentes interesses e os acordos assinados pelos representantes do poder permitiram que as sustâncias venenosas dos ricos sejam oferecidas aos pobres como remédio de curto prazo para paliar a sua pobreza. Esta situação se observa tanto no plano nacional (nos EUA, onde as instalações dos resíduos e as indústria “sujas” afetam desproporcionadamente as comunidades de baixa renda e as pessoas de cor), como no plano internacional (onde os resíduos perigosos se transportam dos países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE aos Estados não pertencentes à mesma).
As pessoas de cor que se encontram em perigo nos países industrializados do Norte têm muito em comum com as populações dos países em desenvolvimento, que também estão ameaçadas pelas empresas poluentes. Por exemplo, grupos comunitários do Norco (Estado de Luisiana) e de Ogoni (Nigéria) identificaram a Shell como uma ameaça comum. Os ativistas da justiça ambiental têm se mobilizado em grupos dentro das cidades, bairros e vilas, desde Atlanta até o Equador; do Alaska até a África do Sul; das reservas dos indígenas dos EUA às selvas tropicais da Colômbia, El Salvador e do Brasil. Estes grupos têm se organizado, educado e empoderado a si mesmo, para desafiar o Governo e as empresas industriais poluentes.
O racismo ambiental se manifesta no trato desigual que recebem os operários. Milhares de trabalhadores do campo e as suas famílias estão expostos a perigosos agrotóxicos nas terras onde laboram. Igualmente eles são obrigados a aceitar salários e condições de trabalho inferiores ao nível médio. O racismo ambiental também se expande pelo entorno das funções exploradoras e escravizantes das empresas manufatureiras de roupa, da indústria microeletrônica e das indústrias extrativistas. Uma percentagem desproporcionadamente elevada de trabalhadores que se defrontam a condições trabalhistas e de segurança mínimas são imigrantes, mulheres e pessoas de cor.
Por Robert Bullard - Sociólogo e Diretor do Environmental Justice Resource Center

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>> sexta-feira, 13 de março de 2009




Para muitos, uma insanidade. Para Kevin Richardson, um prazer. O zoológo costuma se refrescar em um rio na África do Sul ao lado de uma leoa - a Meg. Os dois são bons amigos, garante Kevin. Estudioso do comportamento animal, ele brinca e interage com um dos animais mais temidos do planeta. Kevin costuma ser visto brincando, nadando e dormindo com vários animais no parque de Magaliesburg. Meg, com seus 185 quilos, é a preferida.
"As pessoas ficam maravilhadas com o fato de ela não me reduzir a pedacinhos com as suas garras", contou o zoólogo ao "Daily Mail".
Segundo Kevin, Meg se sente no rio como um cachorro na janela de um carro em movimento: prazer total.
VEJA O RESTO DA REPORTAGEM E VÍDEO NO ENDEREÇO ABAIXO:

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BRASIL ADERE ACORDO DA FAO SOBRE PESCA EM ALTO MAR

>> quarta-feira, 11 de março de 2009

O Brasil tornou-se nesta semana o 38º Estado Parte do acordo da FAO para promover o cumprimento das medidas internacionais de conservação e gestão dos recursos pesqueiros em alto mar pelos navios de pesca.
Em cerimônia realizada na sede da FAO, em Roma, Itália, o ministro da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca do Brasil, Altemir Gregolin, depositou formalmente o instrumento de aceitação brasileiro.
Este acordo é um dos poucos instrumentos internacionais legalmente vinculadores que tratam das atividades de pesca em alto mar – fora das zonas econômicas exclusivas dos países. Os Estados Parte do Acordo devem tomar medidas ativas para assegurar que os navios de pesca com sua bandeira sigam práticas responsáveis de pesca em alto mar.
Em discurso, Gregolin disse que o Brasil se orgulha de ter participado ativamente de todos os processos de negociação dos instrumentos jurídicos internacionais em vigor com respeito às atividades de pesca e aquicultura e afirmou que o presente instrumento de aceitação representa a reafirmação do compromisso do governo brasileiro com a sustentabilidade da pesca em alto mar por meio do pleno exercício das responsabilidades, jurisdição e controle sobre os navios pesqueiros que levam a bandeira do país.
– Com a adesão de cada novo país ao acordo nos aproximamos da meta de garantir que cada barco que pesque em alto mar realize a atividade de forma responsável, assegurando uso sustentável dos recursos pesqueiros marinhos – acrescentou o diretor-geral adjunto de Pesca da FAO, Ishiro Nomura.
– Felicitamos a participação brasileira e esperamos que outros países sigam esse exemplo.
Situação na América Latina e CaribeAmérica Latina e Caribe é a região que apresenta a maior taxa de crescimento de produção da aquicultura no mundo. O crescimento médio anual da aquicultura na região foi de 22% entre 1970 e 2006, enquanto a média mundial foi de 8,8%. Segundo o SOFIA, isso é relevante porque é possível que já se tenha alcançado o máximo potencial produtivo dos recursos marinhos naturais e o futuro da produção deverá basear-se na aquicultura.
– A aquicultura é o setor da produção de alimentos de origem animal que cresce mais rápido e, pela primeira vez, pode abastecer a metade do total de pescado consumido no mundo – acrescentou Jorge González, Oficial Principal de Pesca do Escritório Regional da FAO.
O SOFIA informa que o Chile é o segundo maior produtor de salmão do mundo, com 31% do total, e o sétimo maior produtor de pescados para consumo humano. Na última década, a produção total de salmão na América Latina e Caribe superou a de camarão, graças ao crescimento da produção chilena.Em relação à Amazônia, o SOFIA observa que 60% das populações de peixes estão subexploradas e 30% estão sobre-exploradas ou em recuperação.– América Latina e Caribe têm um excedente de pescado, mas em geral sua população prefere comer carne vermelha. No entanto, parece provável que esse padrão de consumo se modifique lentamente, aumentando o consumo de pescado graças ao aumento dos canais de distribuição e a preferência crescente por alimentos saudáveis – disse González.
De acordo ao SOFIA, em 2015, a população da América Latina poderá consumir 20% mais pescado que atualmente.
Fonte: FAO

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TRINTA E QUATRO CÂMERAS SÃO INSTALADAS PARA SALVAR RINOCERONTE EM JAVA

>> terça-feira, 10 de março de 2009




Os últimos rinocerontes de Java, considerados os mamíferos mais raros do mundo, vão ser protegidos de forma mais eficaz, com a instalação de 34 câmeras na única floresta onde ainda vivem, na Indonésia, anunciou o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Divulgando vídeos e fotos, os promotores da iniciativa esperam "demonstrar a urgência de salvar" os rinocerontes selvagens de Java, os únicos que existem ainda no mundo, entre eles cerca de dez animais no parque Cat Tien no Vietnã.
O WWF revelou as primeiras imagens filmadas pelas 34 câmeras de infravermelho recentemente penduradas às árvores no interior mais profundo do parque nacional de Ujung Kulon, na extremidade oeste da Ilha de Java, onde viveriam 50 rinocerontes, segundo as estimativas.
As cenas mostram os grandes mamíferos, que podem chegar a três metros de altura e a um peso de 2.300 kg, espojando-se nas poças lamacentas ou afastando um porco selvagem. Prudentes e tímidos, os rinocerontes de Java (Rhinoceros sondaicus) são extremamente difíceis de serem vistos e seu modo de vida é, portanto, relativamente pouco conhecido.
Fonte: France Presse

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PARA COLABORAR ATIVAMENTE NA CONSERVAÇÃO DE NOSSOS AMBIENTES NATURAIS

>> domingo, 8 de março de 2009


Na maioria das áreas naturais, a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado. Nestas áreas é impossível realizar trabalhos de limpeza e conservação da forma como acontece nas cidades. Portanto, a proteção destes locais depende muito do comportamento dos visitantes.É só seguir algumas regras simples, que ajudam a proteger o meio ambiente, dão maior prazer à sua visita, e previnem acidentes, que nesses lugares afastados podem ter graves consequencias.Estas regras de conduta consciente, são resumidas em 8 princípios descritos a seguir.
1. Planejar é fundamental
Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
Evite viajar para áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar o seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

2. Você é responsável por sua segurança
O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.
Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure clubes excursionistas , escolas de escalada, etc.
Tenha certeza de que você dispões do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Leve sempre:lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.

3. Cuide das trilhas e dos locais de acampamento
Mantenha-se nas trilhas pré determinadas, não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque vegetação, nem remova pedras ao acampar.

4. Traga seu lixo de volta
Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!
Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalação sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 m de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover vegetação.

5. Deixe cada coisa em seu lugar
Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Resista à tentação de levar lembranças para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias.

6. Não faça fogueira
Fogueiras matam o solo, enfeiam os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais.
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender um fogueira
Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira
Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem.
Matenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão.
Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

7. Respeite os animais e plantas
Observe os animais a distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
Não alimente os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos.
Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.

8. Seja cortês com outros visitantes
Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.

Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência.
Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito frequentados
Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

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GUIA DE BOAS PRÁTICAS PARA O CONSUMO SUSTENTÁVEL

>> sábado, 7 de março de 2009


A imensidão do Brasil fez, e ainda faz, muita gente pensar que todos os recursos naturais do nosso País são inesgotáveis. Engano. Um grande engano. Se não abrirmos os olhos e ficarmos bem atentos as nossas atitudes, poderemos sofrer graves prejuízos e ainda comprometer a sobrevivência das gerações futuras.
Não é à toa que muita gente – técnicos, especialistas, estudiosos e governos de todas as partes do mundo – está preocupada com o futuro do nosso Planeta. O Ministério do Meio Ambiente – Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável - e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) colocam o assunto em discussão e dão as dicas para que todos possam iniciar a mudança.
Talvez você já tenha ouvido falar de Consumo Sustentável. Mas, se você não sabe o que isso significa, vamos lá: Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras. Ou seja, vale aquele velho jargão popular: saber usar para nunca faltar. E isso não exige um grande esforço, somente mais atenção com o que está ao nosso redor, no nosso ambiente. Basta fazermos uma pequena reflexão sobre como agimos.
Normalmente, não nos preocupamos com a quantidade de água que utilizamos ao escovar os dentes, quando tomamos banho ou no momento de lavar a louça e o nosso carro. Por absoluta desatenção, ao sairmos de um cômodo não apagamos a luz, ou vamos acendendo todas as lâmpadas, deixando para trás um rastro luminoso. Nem nos tocamos em relação ao consumo de papel, seja em casa ou no escritório estamos sempre desperdiçando papel. Misturamos o lixo doméstico, quando seria muito simples separar os restos de comida do papel, da lata, do vidro, do plástico. No ato da compra, pense! Não leve para casa alimentos em excesso nem faça comida em demasia para depois ter que jogar fora. Resto de alimento é coisa séria. Milhares de pessoas carecem, diariamente, de um prato de comida.Não nos damos conta de que os nossos desperdícios têm impacto no nosso bolso. E, mais grave ainda, nunca paramos para pensar que este comportamento displicente vai acarretar sérias e graves dificuldades para os nossos descendentes. Eles vão ressentir-se da falta dos recursos naturais.Ao mesmo tempo em que estaremos reduzindo ou eliminando o desperdício, vamos economizar muito dinheiro. Quem sabe, não conseguiremos até melhorar a nossa renda mensal, se fizermos pequenas mudanças nas nossas atitudes? Se você acha que é muito trabalhoso, então, preste atenção nessas informações abaixo e perceba o risco que estamos correndo.

Água
Hoje, metade da população mundial (mais de 3 bilhões de pessoas) enfrenta problemas de abastecimento de água. Muitas fontes de água doce estão poluídas ou, simplesmente, secaram. Recife, capital de Pernambuco, em vários períodos do ano é submetida a um racionamento rigoroso, em outros, não tem água mesmo. O racionamento também já chegou à São Paulo, podendo atingir 3 milhões dos 10 milhões de habitantes da capital paulista. Você sabia que 97% da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), 2% formam geleiras inacessíveis e, apenas, 1% é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos?
Pois, bem, temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a mais de 6 bilhões de pessoas (população mundial).Esse pouquinho de água que nos resta está ameaçado. Isso porque, somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais.Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade nesse conjunto de coisas. Mas, como não podemos resolver tudo de uma só vez, que tal começarmos a dar a nossa contribuição no dia-a-dia? Você sabe quantos litros de água uma pessoa consome, em média, por dia? Não? São cerca de 250 litros (isto mesmo, 250 litros ou mais): banho, cuidados de higiene, comida, lavagem de louça e roupas, limpeza da casa, plantas e, claro, a água que se bebe.
Dá para viver sem água? Não dá. Então, a saída é fazer um uso racional deste recurso precioso. A água deve ser usada com responsabilidade e parcimônia. Para nós, consumidores, também significa mais dinheiro no bolso. A conta de água no final do mês será menor. O mais importante, no entanto, é termos a consciência de que estamos contribuindo, efetivamente, para reduzir os riscos de matarmos a nossa fonte de vida: a água.

Energia elétrica
O consumo de energia elétrica aumenta a cada ano no Brasil. Em breve, estaremos importando energia elétrica de países vizinhos. O comércio, além de ganhar novos estabelecimentos com alto padrão de consumo (shopping centers, hipermercados), dinamizou suas atividades com a ampliação dos dias e horário de funcionamento. Uma grande parte desse aumento é decorrente do desperdício de energia.
Voltamos à questão do desperdício. E é nesse ponto que entra a nossa contribuição. O consumo residencial e comercial representam cerca de 42% do consumo total. No segmento residencial, houve um aumento do uso da eletricidade por incorporação de novos eletrodomésticos. Será que precisamos de todos eles, realmente? Economizar energia, além de fazer bem ao bolso, também contribui para o adiamento da construção de novas hidrelétricas, que causam grandes impactos ambientais ou para diminuição da exploração de recursos naturais não renováveis como o petróleo. Percebe como podemos ajudar?

Lixo
Enquanto a água pode nos faltar, o lixo sobra. É lixo demais e ele sempre aumenta. Aumenta tanto que nem sabemos onde colocá-lo. Essa dificuldade é maior quando associada aos custos para se criar aterros sanitários. A situação torna-se pior quando constatamos que na maioria das cidades brasileiras o lixo é despejado em terrenos baldios ou nos “famosos” e inadequados lixões. Em contraposição a essas práticas, ecologicamente incorretas, vem-se estimulando o uso de métodos alternativos de tratamento como a compostagem e a reciclagem ou, dependo do caso, incineração.A incineração (queima do lixo) é a alternativa menos aceitável. Provoca graves problemas de poluição atmosférica e exige investimentos de grande porte para a construção de incineradores.A compostagem é uma maneira fácil e barata de tratar o lixo orgânico (detritos de cozinha, restos de poda e fragmentos de árvores).A reciclagem é vista pelos governos e defensores da causa ambiental como solução para o lixo inorgânico (plásticos, vidros, metais e papéis). Com a reciclagem é possível reduzir o consumo de matérias-primas, o volume de lixo e a poluição.
Tecnicamente, é possível recuperar e reutilizar a maior parte dos materiais que na rotina do dia- a-dia é jogada fora. Latas de alumínio, vidro e papéis, facilmente coletados, estão sendo reciclados em larga escala em muitos países, inclusive no Brasil. Embora seja um processo em crescimento, ainda não é economicamente atrativo para todos os casos. Assim, nos restam as alternativas: evitar produzir lixo, reaproveitar o que for possível e reciclar ao máximo. Como fazer isso? Aqui vai uma boa dica: aproveitar melhor o que compramos, escolhendo produtos com menor quantidade de embalagens ou redescobrir antigos costumes como, por exemplo, a volta das garrafas retornáveis de bebidas (os velhos cascos) ou das sacolas de feira para carregar compras.

Como você pode ajudar a preservar os recursos naturais e economizar dinheiro.
Essas dicas de boas práticas para o consumo sustentável foram preparadas com o intuito de alterar os nossos velhos hábitos.
Faça uso delas no seu cotidiano.
Divulgue-as.
Você estará dando a sua contribuição para uma melhor qualidade de vida e sobrevivência da nossa espécie no planeta.
Este Guia é resultado de uma parceria entre as instituições:
Ministério do Meio Ambiente
Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável

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CAMPANHA NACIONAL DE PROTEÇÃO À FAUNA

>> sexta-feira, 6 de março de 2009






“A proteção e o manejo da fauna silvestre em busca de sua conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os brasileiros e garantia para as futuras gerações.”“Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões.”

“PROTEGER E CONSERVAR: OBRIGAÇÃO DE TODOS”

A exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas à medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam. Uma forma de se perceber o efeito deletério da exploração desordenada das áreas nativas sobre a fauna residente é o acréscimo significativo do número de espécies na lista oficial de fauna silvestre ameaçada de extinção. Essa lista foi revisada, pelo Ibama e Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Fundação Biodiversitas e a Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis e nos aponta novos caminhos. Com ela podemos decidir quais espécies e ecossistemas devem ser prioritariamente protegidos e conservados e aqueles que poderiam ser utilizados dentro de princípios sustentáveis. Proteger e utilizar racionalmente os recursos faunísticos são ações de manejo que demandam conhecimento, técnica, controle e monitoramento. A proteção e o manejo ordenado da fauna silvestre na busca de sua conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os brasileiros e garantia para as futuras gerações.


Como posso ajudar no combate ao tráfico?
Medidas pessoais:
1. Não compre animais silvestres sem origem legal;

2. Não compre artesanatos que possuam partes de animais silvestres; salvo se o artesanato for certificado como procedente do manejo sustentável;

3. Denuncie traficantes;

4. Mesmo que fique com pena do animal nas mãos do traficante, não o compre, se o fizer você somente estará incentivando o tráfico;

5. Se tiver um animal silvestre não o solte simplesmente, entre em contato com a unidade do IBAMA mais próxima;

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PESCA PREDATÓRIA

>> quarta-feira, 4 de março de 2009






Rio de Janeiro

Apesar da pesca ser uma das atividades mais antigas desenvolvidas pelo homem, parece que o tempo de prática ainda não foi suficiente para evitar que ela seja realizada de forma predatória. Levantamentos recentes indicam que hoje a captura indiscriminada mata e desperdiça entre 18 e 40 milhões de toneladas de peixes, tartarugas e mamíferos marinhos todos os anos, o que representa nada mais nada menos do que cerca de um terço de toda a pesca mundial. E um crime contra a natureza.
Infelizmente no Brasil os números também não são animadores e o Ibama, órgão responsável pela fiscalização e controle das atividades pesqueiras, prevê que ainda existe uma quantidade considerável de pescadores trabalhando de forma incorreta e, conseqüentemente, predatória. Entre os principais instrumentos legais para o controle da pesca no Brasil estão a Lei Federal nº 7.661/88, que ordena o Gerenciamento Costeiro, a Lei Federal nº 7.679/88, que dispõe sobre a proibição da pesca de espécies em períodos de reprodução, e o Decreto-Lei nº 221/67, que estabelece o Código de Pesca.
A maior problemática nacional consiste na sobrepesca (captura em quantidades acima das quotas acordadas internacionalmente para garantir a manutenção dos estoques de peixes ou a sustentabilidade da pesca comercial) e a pesca descontrolada da lagosta é um dos exemplos assistidos. O Ibama já diagnosticou que houve uma quebra no nível de sustentabilidade dos estoques. Ou seja, pescou-se muito mais do que seria aceitável do ponto de vista biológico das espécies do crustáceo."A pesca predatória da lagosta pode extinguir a atividade", alerta o diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, José de Anchieta dos Santos. Segundo o diretor, o declínio da produção nos últimos anos é o maior indício de que o excesso de exploração das duas principais espécies comerciais de lagosta produzidas no Brasil (Panulirus laevicauda e P. argus) compromete a sustentabilidade dos estoques. De acordo com dados do Ibama, a produção da lagosta foi de dez mil e oitocentas toneladas em 1995. Quatro anos depois, a produção já era inferior a seis mil e quinhentas toneladas. Para tentar reverter o declínio da produção de lagosta e lutar contra a pesca predatória, o Ibama propôs, no início deste ano, a gestão participativa entre todos os envolvidos no setor __ industriais, armadores, pescadores, pesquisadores, ONGs e o próprio governo, através dos estados e municípios. A gestão conjunta na pesca do crustáceo é a maneira encontrada pelos especialistas para garantir a sobrevivência da atividade e a idéia é que o grupo estude e apresente ao Ibama uma forma sustentável de exploração da lagosta.
"A única saída para mudar este quadro é a gestão participativa", diz José de Anchieta, ressaltando que esta levará a uma ampla revisão nos procedimentos legais e nas artes de pesca em geral adotadas no país.

Salvem as baleias

Da mesma forma que a lagosta, a baleia é uma outra grande vítima da pesca predatória, principalmente em países como o Japão e a Noruega. De acordo com dados do Greenpeace, mais de 2 milhões desses mamíferos marinhos foram mortos no último século em conseqüência da caça comercial, o que quase colocou em risco a sobrevivência da espécie.Apesar desses animais estarem protegidos por dois acordos internacionais e da Comissão Baleeira Internacional ter proibido, em 1985, a caça comercial, a captura predatória ainda existe. O Japão, por exemplo, caça cerca de 440 baleias minke todos os anos nas águas do Santuário das Baleias Antártico com a alegação de que estaria realizando "caça científica".
O Greenpeace defende a continuidade da proibição da caça e do comércio de produtos derivados das baleias. Para tal propõe e pressiona governos e autoridades para a criação do Santuário Global para todas as espécies de baleias do planeta. Esta grande área nascerá com a criação de santuários regionais e o Governo Brasileiro já apresentou sua proposta de delimitação do Santuário de Baleias no Atlântico Sul, que conta com o apoio de países como Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra e Estados Unidos.

Principais atividades ilegais e predatórias no litoral brasileiro

Pesca de arrastão __ Utilização de extensas redes que ao serem puxadas entre dois barcos pesqueiros (parelhas) varrem o fundo do mar. É uma prática extremamente nociva à biodiversidade marinha, pois a rede revolve o substrato e arrasta tudo que encontra pela frente, destruindo o habitat daquelas espécies que vivem no leito oceânico e coletando um excesso de animais que acabam sendo desprezados, por não possuírem valor comercial.

Pesca com rede de malha fina __ Um dos maiores problemas é o uso de redes com malha menor do que o permitido. Com isso, captura-se seres muito jovens, que muitas vezes acabam servindo apenas de isca para capturar espécies maiores, ou simplesmente são descartados. Esta prática leva, inevitavelmente, à escassez de peixes e, a longo prazo, à extinção de várias espécies, pois quando capturados muito jovens ainda não tiveram a oportunidade de reproduzir-se.

Pesca em época proibida (Defeso) __ O Ibama proíbe na costa brasileira, anualmente, o exercício da pesca de animais como a sardinha, a lagosta, o camarão e o caranguejo. É nesses períodos que ocorre sua reprodução. A pesca realizada nessa época captura as fêmeas ovadas. O defeso foi criado justamente para permitir a reprodução da espécie em questão.

Pesca com explosivo __ A pesca com bomba, considerada de alto valor destrutivo, afeta a fauna, a flora e o substrato de fundo.

Pesca seletiva com descarte __ Algumas modalidades de pesca são refinadamente seletivas e altamente predatórias. Captura-se o animal para obter uma pequena porção de seu corpo, descartando a maior parte de sua estrutura física no próprio local da pesca. Isso ocorre com os caranguejos, para a retirada das patolas, e com os cações, para a retirada das barbatanas.

Sobrepesca __ Nos últimos 20 anos, a pesca em excesso e no período de desova foi responsável pela redução em mais de 80% de espécies como peixe-espada, atum e vários tipos de tubarões. Segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 70% dos estoques comerciais de peixe no mundo estão esgotados, super explorados, extintos ou em processo de lenta recuperação.

Redes abandonadas __ Abandonar redes em alto mar ou na praia é um hábito estúpido de pessoas descompromissadas com a vida. Infelizmente é muito comum encontrarmos grandes quantidades de redes abandonadas que costumam ser letais, pois aprisionam aves marinhas, tartarugas, golfinhos e até pequenas baleias que no mínimo ficam bastante feridas e debilitadas. Quando estas redes aprisionam os mamíferos e as tartarugas marinhas, na maioria das vezes estes não conseguem subir à tona para respirar e acabam morrendo sufocados.


Esgotos __ Um dos maiores problemas do litoral brasileiro é a falta de tratamento dos esgotos, que logicamente é mais complexo nas maiores cidades litorâneas do Brasil. Praticamente 90% do esgoto é despejado in natura nos mares, acarretando em grande poluição que prejudica anto para a vida marinha quanto à saúde do homem.

Retirada de Dunas __ O crescimento desenfreado das cidades litorâneas, sem um planejamento adequado, resulta, invariavelmente, em construções ilegais. O aumento da indústria da construção civil, nos últimos anos, é responsável pela retirada de enormes extensões de dunas. Estas são essenciais na manutenção do equilíbrio do ecossistema costeiro, pois além de abrigarem fauna e flora variada constituem uma barreira de proteção natural, impedindo o avanço do mar.

Derrame de Óleo __ Além dos grandes derramamentos, bastante visíveis e que costumam causar tragédias de proporções inimagináveis, é bastante comum a ocorrência de pequenos vazamentos que somados afetam consideravelmente o ambiente e a fauna marinha. Rotineiramente centenas de aves, pingüins, golfinhos e outros animais são encontrados muito debilitados por estarem banhados em óleo. Se não forem tratados adequadamente, estes animais acabam morrendo (por inanição ou por problemas respiratórios).

Hélices de Navios __ São armas perigosas. Seguidamente aparecem mamíferos marinhos (como golfinhos, lobos marinhos, toninhasetc) mortos na praia com o corpo cortado. Estes cortes são feitos por hélices de navios, que geram um fluxo muito forte e arrastam animais marinhos consigo. A solução seria obedecer à Lei 7.643, de 18 de Dezembro de 1987/Portaria n. 2.306, que ordena que se desligue o motor da embarcação quando se aproximar de algum cetáceo, pinípide e sirênio, e que condena a aproximação com embarcações a menos de 100 metros do animal.

Pellets __ São pequenas bolinhas de plástico (polietileno e polipropileno) que se constituem em matéria-prima para a fabricação de garrafas plásticas e sacolas. O material é transportado por cargueiros abertos. Alguns pellets sempre acabam caindo no mar. Os pellets também são utilizados na limpeza de porões de navios petroleiros e acabam sendo descartados na água. Animais marinhos confundem estes pellets com alimento e enchem seu estômago com as bolinhas, de modo que não cabe mais alimento em seu estômago e morram de fome.

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