SEA SHEPHERD SALVA 305 BALEIAS NA OPERAÇÃO MUSASHI

>> quinta-feira, 30 de abril de 2009



Nessa última temporada, a Sea Shepherd salvou 305 baleias de uma morte agonizante pelos arpões explosivos da frota baleeira japonesa, e a Agência de Pesca Japonesa está culpando a Sea Shepherd pela sua falha em atingir sua cota. O Instituto de Pesquisas Cetáceas divulgou que no Oceano Austral, em 2008/2009, foram assassinadas 679 baleias Minke, de um objetivo de 935, e apenas uma baleia Fin - em perigo de extinção, das 50 previstas. “A caça dessa temporada foi reduzida devido à interferência de ativistas“, reclama Shigeki Takaya, porta-voz da Agência de Pesca.
Os baleeiros japoneses estenderam a temporada de caça por mais duas semanas, em uma tentativa de recuperar as perdas. Apesar disso, abateram apenas 2% da cota de baleias Fin e 72% de baleias Minke. A estimativa de prejuízo está em 10 milhões de dólares. Com o aumento dos custos devido a medidas de segurança, a indústria baleeira japonesa precisaria de pelo menos 700 baleias para compensação econômica. Mais uma vez, a Sea Shepherd atrapalhou os lucros da frota baleeira do Oceano Austral.
“Nós continuamos a falar a única linguagem que esses piratas entendem“, diz o Capitão Watson. “Lucro e prejuízo. Nós precisamos manter altos seus prejuízos, e baixos seus lucros. Uma hora, nós iremos acabar com esses assassinos com economia aplicada agressivamente”.
Kazuo Yamamura, presidente da Kyodo Senpaku Kaisha, que opera a frota baleeira, disse aos repórteres que estava incomodado pelos estragos causados em seu navio pela Sea Shepherd. “Eu estou enfurecido, e meu sangue está fervilhando de raiva“, esbravejou o empresário. A companhia culpou a Sea Shepherd por atritos em mar, dizendo que os ativistas atacaram atropelando dois navios japoneses e atingindo baleias capturadas com garrafas de manteiga podre.
“Nós não atropelamos nenhum navio baleeiro“, defende-se Watson. “Nós bloqueamos suas operações de carga, e quando eles tentaram se livrar de nós, as embarcações arpoeiras causaram as colisões. Os navios arpoeiros matadores são mais rápidos e manobráveis que o Steve Irwin, e sugerir que nós os atropelamos seria absurdo. Três colisões diferentes aconteceram quando eles tentaram se livrar de nós para descarregar as baleias.
Neste ano, um navio da Sea Shepherd perseguiu a frota nipônica por mais de 3.200 km pelas gélidas águas do Oceano Antártico, antes de se retirar em fevereiro. “Estou contente que o sangue de Yamamura esteja fervilhando“, comemorou Paul Watson. “Estou contente que ele está enfurecido e estou absolutamente contente que os baleeiros japoneses não tiveram nenhum lucro neste ano e, acima de tudo, estou contente que nós salvamos 305 vidas. Isso significa três anos seguidos que nós suprimimos seus lucros sangrentos. Pretendemos ter um quarto ano, quando retornarmos ao Oceano Austral em dezembro, para mais uma vez interromper as atividades ilegais da frota baleeira japonesa”.
A Operação Musashi da Sea Shepherd foi um sucesso. “Nós fizemos o nosso melhor com os recursos que tínhamos disponíveis”, explica Watson. “Se nós pudermos arrecadar fundos para obter uma segunda embarcação, mais veloz, poderemos fazer ainda mais na próxima temporada“.
A campanha foi documentada na íntegra pelo canal de televisão a cabo Animal Planet, e levado ao ar em seu programa ‘Whale Wars’. “Cada baleia salva é uma vitória, e 305 baleias salvas é uma enorme vitória, ainda mais custando aos baleeiros seu lucro para a próxima temporada. É uma incrível vitória“, apontou o Primeiro-Oficial Peter Hammarstedt, da Sea Shepherd sueca.

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TRAGÉDIA DE CHERNOBYL COMPLETA HOJE 23 ANOS

>> domingo, 26 de abril de 2009










CHERNOBYL: UCRANIANA FAZ RELATO DAS "CIDADES MORTAS"PELO ACIDENTE NUCLEAR



RIO - Elena Filatova, ou "KidOfSpeed", é uma das pessoas que mais escreveram sobre a "Zona Morta" - área de aproximadamente 30 km2 criada após o acidente de Chernobyl - na Ucrânia e na Bielorrússia. Alguns anos atrás, seu site virou sensação no mundo por mostrar um passeio pela região em uma moto, lembrando o que, para muitos, estava enterrado sob o sarcófago. A ucraniana de 35 anos trouxe novamente à tona a mórbida paisagem que ainda sofre os efeitos da radiação. A explosão, 100 vezes mais radioativa que as bombas de Hiroshima e Nagasaki juntas, deixou, além de um legado de mortes, um perigo invisível, silencioso e cruel: os raios gama, a pior e mais letal forma de ionização. Hoje o acidente completa 23 anos.





- A radiação gama é cumulativa, vai se somando com o tempo. Humanos podem se expor a uma certa quantidade de raios gama durante sua existência. É como se você recebesse dinheiro suficiente para gastar durante toda a sua vida - explica Filatova. - Você deveria gastá-lo de forma sábia. Os cientistas que trabalham no sarcófago de Chernobyl podem desperdiçar seu 'capital' em algumas horas. Em Chernobyl, como na vida, alguns gastam em um lugar o que outros fazem durar por anos. E sintomas como vômitos e náusea significam que a falência está muito próxima.





Os primeiros bombeiros que chegaram para apagar o incêndio na usina simplesmente se desintegraram depois de algum tempo. E ainda hoje há bolsões de radioatividade altíssimos na cidade de Pripyat, que abrigava trabalhadores da usina e seus parentes. Os maiores deles estão dentro dos prédios, na floresta chamada "Madeira Vermelha" (que teria o nome por ter brilhado no escuro após a explosão) e nos cemitérios da "Cidade Fantasma", como é conhecida Pripyat. O grafite usado para extinguir o fogo no reator foi enterrado neste local, considerado um dos mais tóxicos do planeta. Hoje, a "Zona Morta" volta à vida, mas de uma forma estranha. Por ano, centenas de turistas pagam cerca de US$ 400 por um dia de passeio pela sinistra região. E muitos dos guias também cobram "extras" pelo serviço.





E o que jaz sob o sarcófago de concreto que cobre o reator 4 da usina de Chernobyl vai permanecer ativo por mais de 100 mil anos.





- As pirâmides do Egito duram 6 mil anos. Chernobyl é nossa contribuição para a História da Humanidade. É uma Pompéia dos tempos modernos - lembra Filatova.



Aliás, a própria ucraniana é acusada de ser um "subproduto da radiação": ela nunca teria ido de moto à região. Uns simplesmente ouvem os guias, que falam o que for preciso para desacreditá-la. Outros, culpam o governo pelo que chamam de "tentativa de silenciar a verdade". Os céticos dizem que seus relatos - e seu passeio de moto - são inverossímeis, enquanto idealistas dizem que o propósito de Filatova é simples: usar a internet para não deixar a tragédia cair no esquecimento, mesmo que o preço seja sua reputação.



- É inútil questionar se algo ou alguém é real ou não. Quem não é real, vai dizer que é. E quem for, vai silenciar. Exatamente como Chernobyl - finaliza a ucraniana.



VEJA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA:



Você contou em quantas cidades mortas já esteve?





Antes que eu perdesse a conta, eram cerca de 180 cidades e vilas mortas, mas isso foi há alguns anos e eu visitei muitos lugares após isso. No total, na Ucrânia, Bielorrússia e Rússia, o acidente de Chernobyl 'matou' cerca de 2 mil cidades e vilas. Um quarto desse total era de grandes cidades e grandes vilas. O resto eram fazendas, vilarejos ou povoados muito pequenos, que nós chamamos de 'hutors'.





O que ucranianos e bielorrussos dizem ou leem sobre a tragédia hoje em dia?







" A pior coisa de Chernobyl é que ela não deixa esperança "









Bielorrussos não podem falar muito, não têm liberdade de expressão e falar a verdade pode ser perigoso. Na Bielorrússia, alguém que publique uma pesquisa verdadeira sobre Chernobyl será preso ou simplesmente irá sumir. Assim, não há quem fale a verdade. Na Ucrânia, após a Revolução Laranja, falar a verdade não é proibido, muito embora ucranianos falem pouco dessas coisas. O que parece um paradoxo, mas não é. Nietzsche disse uma vez que a verdade encontra mais defensores onde falar a verdade é perigoso e encontra menos defensores onde falar a verdade é tedioso.





Você viu muito da maior tragédia da Humanidade. O que é, na sua opinião, a pior mensagem do acidente?





A pior coisa de Chernobyl é que ela não deixa esperança. Eu disse uma vez que em um dos portões de Chernobyl escreveria o que Dante escreveu na entrada de seu Inferno: 'Todas as esperanças abandonam aqueles que entram aqui'. Em todas as línguas, temos ditados como 'a esperança é a última que morre' ou 'onde há vida, há esperança'. A desesperança rouba nossas forças enquanto caimos em torpor. Nenhum homem pode se mover sob desesperança. As pessoas apenas dão as costas ao problema, sem esperança, já que estão apenas tentando esquecer.



Você sempre comenta a tragédia com citações filosóficas ou religiosas. Em lugares como Pripyat, Chernobyl ou qualquer outra zona morta há espaço para religião?



É, definitivamente, religião. Eu sempre soube que Chernobyl havia sido prevista na Bíblia, mas nunca liguei. Até o dia que tive um momento de grande compreensão sobre essas profecias. Isso aconteceu perto de uma fazenda, na zona morta, bem perto da usina. De repente, eu percebi que a profecia da minhoca e a verdade sobre as seguintes passagens se tornaram claras para mim:



Isaías 13:21,22 - Mas as feras do deserto repousarão ali, e as suas casas se encherão de horríveis animais; e ali habitarão as avestruzes, e os sátiros pularão ali. As hienas uivarão nos seus castelos, e os chacais nos seus palácios de prazer; bem perto está o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.



Isaías 34: 10 - Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geraçäo em geraçäo será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela.

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ASSIM SE TINGE O GELO








Nesta temporada de caça às focas, o Canadá tem nova regra: é proibido tirar a pele do animal ainda vivo

Brandindo seu hakapik, o caçador se prepara para o golpe mortal, na costa gelada do Golfo de São Lourenço, no Canadá. O hakapik, invenção norueguesa, é um bastão de madeira com ponta de metal e gancho acoplado. A caça é um filhote de foca pequeno demais para fugir. A ponta de metal é para esmagar a cabeça do filhote; o gancho, para puxá-lo até perto do caçador, que vai remover sua pele e abandonar a carcaça ensanguentada no gelo. Está aberta oficialmente a temporada de caça às focas, que se estenderá pela costa leste na primavera canadense e ao final terá exterminado a pauladas, em questão de semanas, 338 200 animais, o teto estabelecido pelo Ministério da Pesca – 55 000 a mais que no ano passado. Sob o olhar horrorizado do mundo todo, o Canadá insiste em repetir a prática anual, que diz ser essencial para a manutenção da população de focas (hoje em 5,6 milhões) sob controle e para a existência de comunidades isoladas (cerca de 10 000 indivíduos) que vivem disso. E garante: o método é "humanitário"; uma nova regra proíbe até mesmo tirar a pele de animais que não estejam comprovadamente mortos. "A imagem que as pessoas têm é da foquinha branca levando um golpe na cabeça e tendo a pele removida ainda viva. Simplesmente não é verdade", afirma a ministra da Pesca, Gail Shea. Mas é, como mostram amplamente imagens e testemunhas, e provavelmente continuará a ser. Os Estados Unidos já proíbem a importação das peles e a Comunidade Europeia deve fazer o mesmo em breve, mas os maiores importadores – Rússia, China e Noruega – continuam fazendo fila para comprar. E o hakapik continua ganhando de 10 a zero das foquinhas brancas.

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CONSEQUÊNCIAS DO DESMATAMENTO

>> sábado, 25 de abril de 2009


Florestas Tropicais em todo o mundo continuam a diminuir. Será que realmente fazem a diferença? Por que alguém deveria se importar se algumas plantas, animais, cogumelos, e microorganismos perecerem? Florestas tropicais são frequentemente quente e úmidas, difíceis de alcançar, cheias de insetos, e têm vida selvagem fugaz.
Atualmente a preocupação não deveria ser sobre a perda de algumas plantas e animais; a humanidade perde muito mais. Destruindo as florestas tropicais, arriscamo-nos a nossa própria qualidade de vida, brincando com a estabilidade do clima e previsão do tempo local, ameaçando a existência de outras espécies, e esquecendo dos valiosos serviços prestados pela diversidade biológica. Embora na maioria das áreas de degradação ambiental ainda não tenham atingido um nível de crise onde todos os sistemas se desabam, é importante examinar alguns dos efeitos de empobrecimento ambiental existente e de prever algumas das potenciais repercussões da perda de floresta. A perda contínua de sistemas naturais pode tornar as atividades humanas cada vez mais vulneráveis às surpresas ecológicas no futuro. O impacto mais imediato do desmatamento ocorre, a nível local, como a perda de serviços ambientais prestados pelas florestas tropicais e ecossistemas tropicais relacionados. Tais habitats permitem a seres humanos serviços valiosos como a prevenção corrosão, controle de inundação, tratamento da água, proteção das industrias de pescas, e funções de polinização que são particularmente importantes para gente mais pobres, que contam com os recursos naturais para a sua sobrevivência quotidiana. A perda florestal também reduz a disponibilidade de recursos renováveis, como a madeira, plantas medicinais, nozes e frutas, e caça. À longo prazo, o desmatamento das florestas tropicais podem ter um impacto mais amplo, afetando o clima global e da biodiversidade. Estas modificações são mais difíceis de observar e fazer previsão de efeitos locais, desde que eles dêem lugar à uma longo escala e podem ser difíceis de medir.

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POLUIÇÃO DA ÁGUA

>> sexta-feira, 24 de abril de 2009

Poluição da Água Poluição ambiental, poluição industrial, poluição das águas, poluição dos rios, contaminação da água, Aqüífero Guarani
A água é um bem precioso e cada vez mais tema de debates no mundo todo. O uso irracional e a poluição de fontes importantes (rios e lagos), podem ocasionar a falta de água doce muito em breve, caso nenhuma providência seja tomada.
Este milênio que está começando, apresenta o grande desafio de evitar a falta de água. Um estudo recente da revista Science (julho de 2000) mostrou que aproximadamente 2 bilhões de habitantes enfrentam a falta de água no mundo. Em breve poderá faltar água para irrigação em diversos países, principalmente nos mais pobres. Os continentes mais atingidos pela falta de água são: África, Ásia Central e o Oriente Médio. Entre os anos de 1990 e 1995, a necessidade por água doce aumentou cerca de duas vezes mais que a população mundial. Isso ocorreu provocado pelo alto consumo de água em atividades industriais e zonas agrícolas. Infelizmente, apenas 2,5% da água do planeta Terra são de água doce, sendo que apenas 0,08% está em regiões acessíveis ao ser humano.
As principais causas de deteriorização dos rios, lagos e dos oceanos são: poluição e contaminação por poluentes e esgotos. O ser humano tem causado todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle.
Em função destes problemas, os governos preocupados, tem incentivado a exploração de aqüíferos (grandes reservas de água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aqüífero Guarani, um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado.Grande parte das águas deste aqüífero situa-se em subsolo brasileiro.
Estudos da Comissão Mundial de Água e de outros organismos internacionais demonstram que cerca de 3 bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias.Um milhão não tem acesso à água potável. Em virtude desses graves problemas, espalham-se diversas doenças como diarréia, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de seres humanos por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os precários sistemas de saúde destes países.
Com o objetivo de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em março de 2003, o III Fórum Mundial de Água. Políticos, estudiosos e autoridades do mundo todo aprovaram medidas e mecanismos de preservação dos recursos hídricos. Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão dos recursos hídricos e a eficiente administração dos recursos hídricos.
Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no cotidiano todos podem colaborar para que a água doce não falte. A economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer drásticas conseqüências num futuro pouco distante.
Dicas de economia de água: Feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.


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LICENCIAMENTO DA BR319. A LUTA INGLÓRIA, MAS NUNCA SOLITÁRIA DE ALFREDO NASCIMENTO

>> quinta-feira, 23 de abril de 2009

Manaus, (AM), Brasil — Decisão judicial suspendendo as audiências públicas é revogada e processo de licenciamento da rodovia segue a todo vapor
Ainda que efêmera, a decisão judicial de suspender as audiências públicas para o licenciamento da BR-319 merece aplausos. A justiça federal acatou, no último dia 21, uma ação cautelar requerida pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF) que, além de adiar as audiências por 90 dias, determina que o Ibama finalmente dê a devida publicidade ao documento. No entanto, menos de 24 horas depois, a medida cautelar foi revogada pelo desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. E tudo voltou a ser como era antes. Além da audiência pública realizada em Humaitá na última quarta-feira, três outras audiências sobre o EIA/Rima da BR 319 estão agendadas para Porto velho (23/04), Careiro (27/04) e Manaus (28/04).
A legislação ambiental brasileira obriga os órgãos licenciadores a dar ampla publicidade aos Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima), prevendo ainda que sejam realizadas audiências públicas onde os diversos segmentos da sociedade, devidamente informados sobre os benefícios e custos de tais projetos, possam discutir e opinar. De acordo com o MPF/AM, ao contrário do que aconteceu, a publicidade do documento dever acontecer também 'em campo', e não apenas por meios de divulgação em jornais, diários oficiais, e sites de internet, aos quais a população muitas vezes não tem acesso.
“Esse novo episódio reforça dois aspectos já bastante claros: nos assuntos relacionados a BR-319, a lei só é cumprida sob o peso da justiça e nessa empreitada, o Ministério dos Transportes não está sozinho”, disse Raquel Carvalho, do Greenpeace.
Alfredo Nascimento tem tido apoio incondicional tanto da Casa Civil quanto da Presidência, a julgar pela rapidez com que essa medida foi derrubada e pela desenvoltura das declarações públicas do ministro, que afirmam que “um acordo com o presidente Lula e os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, e do Meio Ambiente, Carlos Minc encerrou os impasses em torno da construção da BR”.
“Com tantos pesos-pesados de mãos dadas para driblar, saltar e até mesmo derrubar as barreiras rumo à licença ambiental da BR 319, o mero cumprimento da legislação ambiental brasileira passa a ser uma verdadeira luta inglória”, comenta Raquel.
Desde 2005, quando decidiu ressuscitar a BR 319, Alfredo Nascimento age como se a legislação ambiental fosse um mero detalhe a ser superado. Primeiro, forçou a execução da obra sem o devido licenciamento. Depois, em agosto de 2008, antes mesmo da conclusão dos Estudos de Impacto Ambiental, informou que a licença da rodovia sairia em 40 dias. Um mês depois, quando o EIA ainda nem havia sido aceito pelo Ibama, o ministro já anunciava investimentos para mitigar e compensar possíveis impactos. Recentemente, no final de março, o governo do Amazonas e o Instituto Chico Mendes passaram a engrossar o coro, comemorando a liberação de mingados R$ 25 milhões para a implementação de 28 Unidades de Conservação que formariam a “blindagem verde” da BR 319. Só para dar uma idéia, segundo parecer do Grupo de Trabalho criado pelo MMA para discutir o tema, seriam necessários cerca de R$ 400 milhões para garantir o estabelecimento efetivo das áreas protegidas.
Outra empreitada do governo para catalisar o PAC é a recém aprovada MP 452, que isenta rodovias federais já abertas de apresentarem um Estudo de Impacto Ambiental ao Ibama. Diversos estudos apontam que 75% do desmatamento ocorrem ao longo de estradas pavimentadas da região, reforçando ainda mais a posição do Brasil como o quarto maior emissor de gases estufa devido a destruição das florestas.

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A TERRA ESTÁ EM SUAS MÃOS

>> quarta-feira, 22 de abril de 2009



O Dia da Terra foi criado pelo então senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.


O dia tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

No dia 22 de abril comemora-se o Dia da Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.
Calma… não é preciso ser nenhum herói dos quadrinhos para salvar o planeta. Você pode reciclar, fazer uso de uma fonte alternativa de energia, ficar ligado no consumo excessivo de água, entre diversas outras práticas que contribuem para a preservação dessa bola azul que chamamos de Terra. Estimular uma atitude ecologicamente consciente e difundir valores ligados ao meio-ambiente é o objetivo do DIA DA TERRA.
VOCÊ JÁ TEVE UMA ATITUDE ECOLOGICAMENTE PERFEITA HOJE?
As sacolas de plástico servem para o transporte de produtos e, também, substituem os
sacos de lixo. Porém, jamais houve preocupação com as conseqüências de seu destino final, já que, por não serem biodegradáveis, levam até cem anos para se decompor.
Cerca de 700 milhões de sacolas de compras são usadas por mês, no Brasil, e 90% são reaproveitadas no lixo doméstico.
Descartadas, as sacolas poluem a rede de esgoto, arroios, rios, lagoas sufocando e levando a morte, os animais aquáticos.
Faça e use sacolas de compras de tecido.
Os sacos plásticos estão fora de moda e poluem o meio ambiente.
É hora de ter uma bolsa bonita e reutilizável
MUDE DE ATITUDE.

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22 DE ABRIL - DIA DA TERRA

>> terça-feira, 21 de abril de 2009



Neste dia 22 de Abril é comemorado em todo o mundo o Dia da Terra, comemoração que visa a consciência e preservação do meio ambiente.
Conheça um pouco mais desta comemoração:
O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacionalcontra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.
Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.
A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.
Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectônicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição atual dos continentes.
O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar. A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.
A reconstituição da vida na Terra foi conseguida através de fósseis, os mais antigos que conhecemos datam de 3,5 bilhões de anos e constituem em diversos tipos de pequenas células, relativamente simples. As primeiras etapas da evolução da vida ocorreram em uma atmosfera anaeróbia (sem oxigênio).
As teorias da origem da vida na Terra, são muitas, mas algumas evidências não podem ser esquecidas. As moléculas primitivas, encontradas na atmosfera, compõe aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades. As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.
A evidência disso é que as mitocôndrias celulares possuam DNA próprio. Cada estrutura era capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis. Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subseqüentes.
A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.
Para mantermos o equlíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação local.
Fonte: Ambiente Brasil

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MARES PERIGOSOS ATÉ PARA TUBARÕES



Em 15 anos, a população de tubarões nas águas da Europa diminui 80%. Aproximadamente cem milhões de exemplares morrem por ano vítimas do lucrativo mercado global das barbatanas.

MILÃO (Terramérica).- Apesar de no imaginário coletivo se associarem com a morte, os tubarões são muito vulneráveis, e algumas variedades estão em risco de extinção. Das 40 espécies de tubarões que nadam nos mares da Europa, um terço está ameaçado pela pesca intensiva e ilegal, esportiva e acidental, segundo a União Mundial para a Natureza (UICN). Por isto, nos últimos 15 anos, a população destes tubarões diminuiu 80% e 20% das espécies européias estão prestes a passar para a categoria de perigo crítico, denunciam organizações não-governamentais européias.
“Os tubarões europeus correm sérios perigos. A superexploração pesqueira, a caça ilegal e o corte das barbatanas são as causas dessa redução”, explicou ao Terramérica Sonja Fordham, diretora de Políticas da Shark Alliance, uma rede de ongs que se dedica à proteção dos tubarões. O Conselho Internacional para a Exploração do Mar (Ices, sigla em inglês) recomenda não pescar as espécies mielga (Squalus acanthias) e golfinho (Lamma nasus), que nadam a nordeste do Atlântico e são as mais afetadas. A União Européia propôs incluí-las no Apêndice da II Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (Cites).
“O problema é uma combinação da biologia destas espécies e a pesca não regulamentada. Não há cotas, nem limites, nem controle. A pressão pesqueira sobre os tubarões é tão forte que suas populações não podem ser recuperadas. Pesca-se mais tubarões do que nascem”, disse ao Terramérica a bióloga Rebeca Greenberg, da ong Oceana, dedicada à pesquisa e conservação dos oceanos. Os pescadores caçam estas e outras espécies de tubarões para cortar suas barbatanas. Depois jogam seus corpos na água. As barbatanas são vendidas a um bom preço nos mercados asiáticos e a procura aumenta ao ritmo de 5% ao ano.
Na China, por exemplo, há cerca de 380 milhões de consumidores da famosa sopa de barbatana de tubarão.
Em Hong Kong, essas barbatanas são cotadas a US$ 131 o quilo.
Na Coréia e na Tailândia, a sopa custa entre US$ 150 e US$ 200. A pesca para comercializar as barbatanas mata cem milhões de escualos por ano. Noventa por cento das barbatanas cortadas pertencem a tubarões azuis (Prionace glauca), cuja população diminuiu 60% no litoral do Atlântico.
Em 2004, a União Européia exportou mais de 40 mil toneladas de carne de tubarão, o que representa 40% da exportação mundial total.
A Espanha, que tem a maior frota pesqueira da Europa, exporta anualmente para a Ásia entre duas e três toneladas de tubarão, que equivalem a um milhão de tubarões. A Itália é o primeiro país europeu na pesca de tubarões, com 1.061 toneladas (2004). Em seguida vêm Turquia, com 1.018 toneladas, e Grécia com 911. “Se cortarem somente as barbatanas desperdiçam o resto. Os tubarões são usados para fazer dentes, colares, cosméticos, óleo, vitaminas”, disse Greenberg. A caça acidental também constitui uma ameaça para sua sobrevivência. Anualmente provoca a morte de cem mil tubarões no Mediterrâneo.
“É um problema dos tubarões de todo o mundo. Estão em risco de extinção pelas capturas acidentais; geralmente acabam presos nas redes dos pescadores com os peixes-espada. Não há muita informação sobre este fenômeno”, disse ao Terramérica Marco Constantino, da filial italiana do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). A carne destes escualos é vendida como se fosse “pescado fino” e acaba nos pratos europeus. Também constitui uma ameaça a caça esportiva de outras espécies, como o tubarão mako (Isurus oxyrinchus).
A destruição de seu hábitat, sua lenta maturidade sexual – o tubarão branco (Carcharodon carcharias) chega aos nove anos e o galhudo (Carcharhinus plumbbeus) aos 25 – e sua baixa reprodução também os colocam em perigo. A maioria das espécies de tubarões tem entre uma e cinco crias. O período de gestação vai de nove a 12 meses. Os tubarões são carnívoros e predadores; comem peixes médios, velhos ou doentes. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a superexploração produz mudanças na estrutura genética de algumas destas espécies, acelerando suas fases de crescimento, ciclos de maturidade reprodutiva e reduzindo seu tamanho natural.
Os escualos são mais antigos do que os dinossauros. Apareceram nos oceanos há cerca de 400 milhões de anos. Podem ser pequenos, como o tubarão anão (Squaliolus laticaudus), de 25 centímetros de comprimento, ou enormes como o tubarão baleia (Rhincodon typus), de 18 metros. Atualmente, acontecem cem ataques de tubarão, 30 deles mortais. Mas apenas quatro das 300 espécies conhecidas (tubarões touro, tigre, oceânico e branco) atacaram as pessoas.
“É preciso mudar a idéia que se tem sobre os tubarões. Eles possuem a mesma imagem que os lobos. Há alguns anos se pensava que os lobos matavam e eram um perigo para os homens. E isso não é verdade. No Mediterrâneo, a possibilidade de um ataque de tubarão é quase inexistente”, assegurou ao Terramérica a bióloga marinha Simona Clò, do Centro de Meio Ambiente e Proteção de Espécies Marinhas do Centro Turístico Estudantil.

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BRASIL AUMENTA O USO DE CARVÃO E DE PETROLÉO PARA GERAR ENERGIA

>> segunda-feira, 20 de abril de 2009

São Paulo - Brasil — Preliminar do Balanço Energético mostra que o país está na contra-mão das discussões sobre mudanças climáticas, com o crescimento da participação de fontes fósseis e redução das renováveis na matriz elétrica
Dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN), divulgado nesta semana pela Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), apontam que em 2008 o uso de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica no Brasil cresceu 37,9% em relação ao ano anterior. Já a participação das fontes renováveis caiu 3,4%.
Nesse período, a produção total de eletricidade aumentou 2,4% e a utilização de gás natural nas termelétricas praticamente dobrou. “Ainda que as emissões de gás natural sejam até um terço menores do que as de carvão e óleo combustível, o aumento da utilização desta energia provocou grandes impactos ambientais e econômicos porque a geração termelétrica é uma das formas mais caras de gerar eletricidade por depender de combustíveis muitas vezes importados”, explica disse Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace Brasil.
Os demais derivados de petróleo, como diesel e óleo combustível, tiveram sua utilização ampliada em 13, 4%. O uso do carvão, combustível que mais emite gases do efeito estufa, a principal causa das mudanças climáticas, cresceu 6,3%.
Totalmente na contra-mão das discussões sobre mudanças climáticas, que apontam as energias renováveis como uma das soluções para a redução das emissões dos gases do efeito estufa, o Brasil reduziu a participação das fontes renováveis. Do volume total gerado por essas fontes, a energia hidráulica representou 73,1%; a eletricidade proveniente da cogeração a biomassa respondeu por 6,7% e a energia eólica manteve sua participação de apenas 0,1%. “Esses números mostram como as decisões de governo não estão comprometidas com a produção energética de baixo impacto ambiental”, disse Baitelo. “A maneira mais correta de limpar a matriz elétrica brasileira é aprovar uma lei que garanta maior competitividade às renováveis no mercado”.O Greenpeace tem trabalhado junto à Comissão Especial de Energias Renováveis, da Câmara dos Deputados, na elaboração de lei de renováveis. Uma das propostas em análise pela comissão, o projeto de lei 4550, apresentado pelo deputado Edson Duarte (PV), recebeu contribuições da organização e de especialistas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Licenças Ambientais - O anúncio do aumento do consumo de energia de fontes sujas foi feito na mesma semana em que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) publicou norma que estabelece novas regras para a obtenção das licenças ambientais para usinas termelétricas a carvão e óleo combustível. A Instrução Normativa número sete determina que um terço das emissões de dióxido de carbono da operação destas usinas deverá ser mitigado com a recuperação florestal e dois terços, por meio de investimentos em geração de energia renovável ou medidas de eficiência energética.
“O governo está tentando dificultar a entrada de novas térmicas no sistema, mas o estrago já foi feito. Se todas as termelétricas outorgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica entrarem em operação, teremos emissões superiores a 40 milhões de toneladas de CO2 equivalentes por ano”, disse Baitelo.
Em dezembro de 2009, mais de 200 nações de todo o mundo se reunirão em Copenhagen, na Dinamarca, para definir o acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto em 2012.
O Greenpeace defende que todos os países signatários se comprometam a investir US$ 140 bilhões em medidas contra o aquecimento global anualmente e a cortar as emissões em 40%, em relação aos níveis de 1990.

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