RINOCERONTE DE SUMATRA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO MORRE AOS 21 ANOS NOS EUA

>> segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O rinoceronte de Sumatra fêmea Emi morreu neste sábado (5) no zoológico da cidade americana de Cincinatti, no estado de Ohio.
A morte foi considerada uma perda para um programa que tenta preservar em cativeiro a espécie, que está ameaçada.
Emi morreu aos 21 anos. Ela morava no zoo havia 14. Segundo o zoológico, ela estava perdendo energia e apetite nas últimas semanas.
Emi teve três filhotes no zoo, incluindo Andalas, nascido em 2001, que foi o primeiro da espécie a nascer em cativeiro desde 1889.
O diretor do zoo, Thane Maynard, disse que Emi teve um papel importante nos esforços para estabelecer um programa de reprodução da espécie.
Maynard disse que serão realizados exames no corpo de Emi para determinar o motivo exato de sua morte. (Fonte: G1)

Read more...

RARO MORCEGO ORELHUDO É VISTO PELA PRIMEIRA VEZ NA CATALUNHA

>> terça-feira, 1 de setembro de 2009

O exemplar de morcego orelhudo alpino foi catalogado e estudado pelos pesquisadores Xavier Puig e Carles Flaquer antes de ser devolvido à natureza. Os dois estão preparando um catálogo de espécies de morcego na região com o objetivo de aplicar medidas de conservação do habitat do mamífero. Após este descobrimento, já são 29 espécies de morcego observadas pelo menos uma vez na Catalunha.
O Plecotus macrobullaris se alimenta de insetos e hiberna em cavernas geladas a partir de 2,1 mil m de altitude. Apesar dos cientistas desconhecerem sua biologia atual, eles acreditam que sua presença pode representar um bom indicador sobre a evolução dos ecossistemas de alta montanha.
Conforme os especialistas, os morcegos trazem benefícios aos seres humanos porque ajudam a controlar as populações de insetos, podendo consumir várias toneladas anualmente.

Read more...

MAPA MOSTRA ONDE SALVAR CARNÍVORO É BOM E BARATO

>> sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um estudo que tenta adequar os esforços para salvar espécies ameaçadas à realidade econômica acaba de mapear lugares onde preservar mamíferos carnívoros é não apenas bom, mas também barato. Após listar as regiões mais críticas no mundo usando só critérios biológicos, os cientistas cruzaram os dados com o preço de mercado do metro quadrado dos locais onde esses animais vivem.
O resultado do trabalho, apresentado em forma de artigo científico na edição de quinta-feira (27) da revista "PLoS One", é um mapa inédito, que mostra onde é mais viável, economicamente, preservar carnívoros ameaçados de extinção. Esse grupo animal é importante porque está no topo da teia alimentar.
"Temos um mapa para mostrar aos investidores. Entre as áreas que já são prioritárias, essas estão na frente, por critério científico e econômico", diz Rafael Loyola, coordenador do Laboratório de Ecologia Aplicada e Conservação da UFG (Universidade Federal de Goiás). O cientista assina o trabalho ao lado de outros seis pesquisadores, todos de instituições brasileiras.
"É verdade que os valores são médios e podem variar bastante dentro de uma mesma região estudada. Mas, como os recursos para a conservação são sempre escassos, o mapa pode ser uma ferramenta importante", afirma Loyola.
O Brasil, mais precisamente o cerrado, aparece em vermelho nesse zoneamento econômico da preservação dos carnívoros mundiais. "Nessa região, bichos como a onça-pintada e o lobo-guará, por exemplo, estão entre os mais ameaçados."
Corrida fundiária - Somadas todas as 15 regiões "insubstituíveis" para a conservação dos grandes carnívoros, indicadas no mapa, são 11,4 milhão de quilômetros quadrados que precisam ser monitorados (pouco mais de 2% da superfície total da Terra).
O valor médio desse quilômetro quadrado, segundo o estudo, sai pela bagatela de US$ 932 mil - só US$ 0,9 o metro quadrado, aproximadamente.
O mapa não é para nenhum corretor sair com ele embaixo do braço, tentando vender trechos de terra no varejo, lembram os cientistas.
Como animais ameaçados como os tigres da China e os coiotes das montanhas Rochosas (EUA) precisam de muita área para sobreviver, a conservação só vai mesmo ocorrer se áreas extensas forem transformadas em zonas de proteção.
"Os grandes investidores, neste caso, devem ser as ONGs internacionais, os governos ou até mesmo os grandes proprietários de terra", diz Loyola.
Hoje no Brasil, por exemplo, donos de terra podem ter isenção fiscal caso resolvam deixar sua vegetação nativa intacta.
Entre áreas mapeadas agora, as da África, indica o pesquisador da UFG, são ainda mais baratas em comparação com as demais. África Central e Madagascar, na opinião de Loyola. (Fonte: Eduardo Geraque/ Folha Online)

Read more...

PALESTRA, VÍDEO E DEBATE: SEA SHEPHER BRASIL E A DEFESA JUDICIAL DOSTUBARÕES: UMA LUTA PELA VIDA

>> terça-feira, 18 de agosto de 2009


Com debate e apresentação do filme Sharkwater, de Rob Stewart, aclamado pelo público e vencedor de mais de 21 prêmios de melhor documentário
A Sea Shepherd Brasil, braço brasileiro da Sea Shepherd Conservation Society, ONG internacional de defesa da vida marinha, lançou dia 1º de abril de 2009 campanha nacional em defesa dos tubarões, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância e fragilidade desses animais. A atividade tem como “Capitais” na América Latina Galápagos, no Equador, e Costa Rica. No Brasil a Sea Shepherd já identificou, com a ajuda do IBAMA, empresas que atuam ilegalmente de Rio Grande, RS ao Pará. Anualmente, mais de 100 milhões de tubarões são mortos, o que já dizimou com 90% da população mundial. No Brasil, cerca de 43% destas espécies estão ameaçadas de extinção e no ritmo atual, muitas espécies estarão extintas em menos de dez anos. A campanha é uma extensão dos esforços internacionais da Sea Shepherd em proteger tubarões e combater a prática do finning (extração de barbatanas dos animais ainda vivos, para atender ao mercado asiático de sopas e cápsulas de barbatanas).

No dia 7 de maio a Sea Shepherd Brasil formou uma aliança com as ONGs Instituto Justiça Ambiental – IJA e Instituto Litoral Sul, para dar início a uma luta judicial na Justiça Federal de Rio Grande, RS, com o ingresso de ação civil pública visando indenização superior a R$ 62 milhões pelos danos irreversíveis causados pela captura ilegal de cerca de 36 mil espécies de tubarões em extinção. A autuação foi feita pelo IBAMA, à luz do dia.
O documentário Sharkwater, do biólogo e mergulhador Rob Stewart, tem como objetivo desmistificar a qualidade de “assassino” erroneamente atribuída a estes animais – essenciais à manutenção da vida no mar e na terra - tal como fez Steven Spielberg pelo filme Tubarão. O filme também tem caráter investigativo, pois o próprio Rob Stewart entra com uma câmara escondida dentro de um dos maiores entrepostos de pesca de tubarões na América Latina, desbaratando um esquema ilegal milionário e mundial que já é mais lucrativo que o tráfico de drogas. O biólogo e cineasta Robert Stewart cultiva desde criança grande admiração por estes seres vivos que são mais antigos do que os dinossauros, e começou a mergulhar com eles desde muito cedo. Percebendo que tentar conscientizar o público através de fotos e panfletos não trazia resultados efetivos, resolveu produzir o tocante filme que acabou ganhando mais de 21 prêmios internacionais de melhor documentário. O evento contará com uma capacitação em ações civis públicas, com foco na ação judicial movida pela Sea Shepherd em defesa dos tubarões no Brasil, tendo ao final a apresentação do filme Sharkwater e debates.
Professor: Cristiano Pacheco - Advogado, Diretor Jurídico Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Diretor Executivo do Instituto Justiça Ambiental-IJA, líder-parceiro AVINA, Pós-Graduado em Direito Ambiental pela UFPEL, Membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/RS, autor de teses e publicações de artigos em diversos congressos nacionais e internacionais, colaborador da obra Direito Ambiental em Evolução 5, de Vladimir Passos de Freitas, monitor do curso de capacitação em meio ambiente para Municípios do RS pela FAMURS (Federação das Associações de Municípios do RS), promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, Banco Mundial e Petrobrás.
Programa:
1. A necessária diferenciação entre o bem individual e o bem coletivo difuso.
2. Conceito e abrangência do bem ambiental3. Evolução do pensamento: Descartes e Capra
3.1. Direito Ambiental Pós-Moderno
4. Princípios do direito ambiental
5. Breve histórico da ação civil pública no Brasil.
6. A Lei 7.347/85 que regula a ação civil pública.
7. Legitimidade ativa e o importante papel das ONGs na proposição de ações civis públicas.
8. Inquérito civil público.
9. Colheita de provas anterior ao ingresso da ação civil pública
10. A Lei 10.650/03 e a obrigação dos órgãos ambientais em fornecer documentos
11. Medida cautelar em ação civil pública: exibição de documento e protesto contra alienação de bens
12. Teses doutrinárias: o Dano Ambiental Potencial (in re ipsa) e o Dano Ambiental Integral.
13. O Parecer Técnico na ação civil pública ambiental
14. A tutela legal das áreas costeiras: restingas, dunas e manguezais
15. Breve histórico da pesca predatória no Brasil.
16. As estatísticas e a gestão ambiental do setor no Brasil.
17. A inexistência de licenciamento ambiental na atividade da pesca de arrasto marinho. Art. 225, CF e Resolução 237 do Conama.
18. Descrição dos danos e efeitos irreversíveis da pesca predatória de arrasto.
19. Aplicação do conteúdo ministrado aos precedentes judiciais obtidos junto ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região, em ações civis públicas movidas pelo Instituto Sea Shepherd Brasil.
20. A campanha em defesa dos tubarões e a ação judicial movida em Rio Grande, RS.
21. Ação civil pública como instrumento de educação e cidadania ambiental.
22. Apresentação do filme Sharkwater e debate ao final.


Local: Centro de Estudos do Mar Onda Azul, Rua Gerardo, 63, sala 1306, Centro, Praça Mauá. Rio de Janeiro, RJ - Brasil

Data: 27 de agosto de 2009, quinta-feira

Horário: 17h00

Investimento: R$ 60,00 ou 6 X R$ 10,71
Inscrições pelo www.seashop.org.br

Read more...

O QUE ACONTECERÁ CONOSCO QUANDO OS OCEANOS MORREREM?

>> domingo, 16 de agosto de 2009


“É desse jeito que o mundo acaba
É desse jeito que o mundo acaba
É desse jeito que o mundo acaba
Não com um tiro, mas com um gemido”
T.S. Elliot – The Hollow Men (Os Homens Rasos).

Durante o episódio da Segunda Temporada de Whale Wars, na qual o gelo Antártico está abalando e estressando a estrutura de meu navio, grande parte de minha equipe e das pessoas que assistiram os dramas dos encontros com o gelo ficaram confusas com minha aparente falta de preocupação.
Eu tinha a situação sob controle, claro, logo não havia nada para se preocupar além do costumeiro cuidado e precaução que se devem ter quando navegando por águas congeladas em locais remotos.
Mas o que me deixou confuso foi que tantas pessoas estavam preocupadas e chocadas com que a estrutura do meu navio fosse ser danificada enquanto mantinham-se cegas ao abalo e estresse na estrutura biológica da nave que se chama Planeta Terra.
A imensa nave esférica que carrega todos nós pelo breu do Espaço está nesse momento sendo assolada por severo estresse, e engenheiros ecológicos sabem que nós temos uma situação muito séria em nossas mãos, tão séria que ameaça a sobrevivência e o futuro de todo a espécie humana.
Está acontecendo nesse momento. Eu não estou especulando sobre um futuro distante. A primeira rachadura em nosso sistema de suporte global está abrindo-se agora e nós estamos prestes a presenciar a primeira grande falha no sistema.
Nós estamos na iminência do primeiro grande colapso de ecossistemas da Homocena.
A Homocena é a 6ª maior extinção em massa na história do planeta. A última grande extinção foi a do período Cretáceo há 65 milhões de anos. Foi o acontecimento que varreu os dinossauros da face da Terra. Nos últimos 540 milhões de anos houve 5 grandes acontecimentos, quando mais de 50% das espécies morreram.
Este, o 6º, é chamado de Homocena, porque uma espécie como a nossa, é responsável por esse catastrófico evento que testemunhará a extinção de mais plantas e animais entre 2000 e 2065, do que se perdeu em 65 milhões de anos.
Este é um enorme desastre, maior do que qualquer guerra, Tsunami, terremoto ou incêndio, ainda assim, seria difícil ver nos jornais e televisão qualquer demonstração de senso de urgência ou maiores preocupações.
Essa semana, Charles Veron, ex-cientista chefe do Instituto Australiano de Ciência Marinha declarou que: “Não há saída. A Grande Barreira de Corais chegará ao fim dentro de aproximadamente 20 anos.”
De acordo com Veron: “Uma vez que o dióxido de carbono atinge os níveis previstos para o período de 2030-2060, todos os recifes de corais do mundo estarão fadados à extinção... Eles seriam o primeiro ecossistema do mundo a colapsarem. Eu tenho o apoio de cada cientista de corais, cada organização de pesquisa. Eu falei com todos eles. Isso é crítico. É realidade.”
Os comentários de Dr. Veron aconteceram quando a Sociedade Zoológica de Londres, a Sociedade Real e o Programa Internacional do Estado dos Oceanos (IPSO) realizaram uma reunião crucial em Londres sobre o futuro dos recifes de corais. Em uma declaração conjunta, eles anunciaram que, na metade do século a extinção dos recifes de corais pelo mundo seria inevitável.
De acordo com uma reportagem da página na internet do jornal “New York Times”, o aquecimento da água causa pólipos nos corais que provocam a eliminação das algas que os fornecem nutrientes. Esses eventos estavam alastrando-se durante o fenômeno “El Niño” em 1997-98, e acontecimentos localizados estão tornando-se mais frequentes. (durante o El Niño, a maior parte do Pacífico tropical tornou-se atipicamente quente). Corais levam décadas para recuperar-se, mas de 2030 a 2050, dependendo das emissões e suas consequências, o alastramento destes pólipos nos corais estará ocorrendo anualmente ou bienalmente.
Apesar da temperatura da superfície dos mares estarem aumentando mais rapidamente em regiões tropicais, a outra grande ameaça aos recifes de corais vem de latitudes maiores. A água gelada absorve mais dióxido carbônico atmosférico do que águas mornas e acidifica mais facilmente.
Quando a concentração de dióxido de carbono atingir entre 480 e 500 partes por milhão, a água morna não será barreira para a acidificação, e o pH nas regiões equatoriais terá despencado tanto que significa maior acidez, que o crescimento dos corais tornar-se-á impossível em qualquer lugar do oceano.
“Os recifes de corais são os ecossistemas marinhos mais sensíveis.” Disse Alex Rogers, cientista diretor do IPSO.
“O aumento na temperatura e a diminuição no pH terá um efeito dublo. Os corais estavam seguros com os níveis de CO2 em 350 partículas por milhão. Nós estamos em 387 ppm hoje. Ultrapassando 450, o futuro dos corais está condenado.” Ele prosseguiu.
Nos 5 acontecimentos de extinção em massa, a chave estava no ciclo do carbono, onde o dióxido de carbono foi o protagonista. Sua concentração na atmosfera é o mais alto que já esteve em 20 milhões de anos. Na extinção Permian, como em todas as grandes extinções, corais tropicais são os mais gravemente afetados. Sua reposição leva mais de 10 milhões de anos.
A Grande Barreira de Corais, o maior e mais diverso eco-sistema marinho do mundo, rende à Austrália 4,5 bilhões de dólares ao ano. Pelo mundo, os corais valem 300 bilhões. “Mas isso é trivial comparado com os custos no caso dos corais serem extintos. Logo, não será uma questão de falta de lucro, mas sim de meios de sustento, economia e ecossistemas.” Disse Dr. Veron.
O anúncio da morte certa do sistema de recifes de corais mundial, incluindo a Grande Barreira de Corais, foi recebido com bocejos e apatia pela mídia e opinião pública. 20 anos é muito longe para captar os interesses de políticos e, com a Jennifer Aniston tentando voltar com o Brad Pitt, fica difícil mesmo do público não se distrair.
O mundo está em luto pela morte de Michael Jackson, mas dificilmente nota se a morte iminente da Grande Barreira de Corais e dos milhões de espécies que dependem dos corais para sobreviverem.
Como o poeta Leonard Cohen disse uma vez: “nós estamos acorrentados ao nosso sofrimento e o nosso prazer é a nossa sentença.”
Enquanto nos divertimos, os oceanos e o planeta estão morrendo.
O prognóstico não é muito bom. Com 90% dos peixes do mundo já extintos e com um colapso já irreversível acontecendo no presente momento, a situação é quase sem esperanças.
Mas tenho fé que podemos ressuscitar os oceanos, se pudermos interromper a destruição, e rápido.
A causa deste colapso iminente dos ecossistemas é uns 7 bilhões de seres humanos sugando a vida dos oceanos como vampiros deslumbrados.
Não é questão de dizer que nós poderíamos estar fazendo todo o possível para salvar nossos oceanos, mas sim que poderíamos fazer o possível e mais. Não temos mais escolha. Derrota em agir, derrota em reverter a situação tem apenas uma conseqüência – colapso do ecossistema global, ou, em outras palavras, a completa derrota do sistema de suporte de vida para a nave espacial chamada Terra.
O mundo está cheio de trouxas ecológicos, que negam a realidade ecológica. O mundo está cheio de hordas de descerebrados obcecados com trivialidades mesquinhas ou distraídos por fantasias provenientes de religiões bobas e entretenimento.
O que falta ao mundo são engenheiros ecológicos e guerreiros prontos e dispostos a endereçar as ameaças ao nosso planeta e, especialmente, a nossos oceanos.
O que a grande maioria das pessoas não entende é que: a não ser que nós interrompamos a degradação dos oceanos, os sistemas marinhos ecológicos estarão colapsando e, quando a quantidade suficiente deles acabar, os oceanos morrerão.
E se oceanos morrerem, a civilização entra em colapso e todos nós morremos.
É simples assim, e a escolha está entre suicídio coletivo de pessoas sem consciência ou levantar-se e lutar pela sobrevivência.
Uma coisa, porém, é certa: nosso tempo está acabando.

Read more...

BALEIAS SÃO AVISTADAS EM SANTA CATARINA

>> quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Duas baleias foram vistas nesta terça-feira (4), em uma praia de Palhoça (SC), a menos de 250 metros da faixa de areia. Os animais, que seriam mãe e filhote, estariam há pelo menos dois dias no local. Integrantes do Projeto Baleia Franca disseram que a temporada de 2009 deve ser uma das melhores para observação desses animais em Santa Catarina. Na quinta-feira passada (27), foram avistadas 61 baleias entre Torres (RS) e Garopaba (SC). (Fonte: G1)

Read more...

PENAS DE AVES COMO INDICADORES DE MERCÚRIO NO PANTANAL

>> sexta-feira, 31 de julho de 2009





Não há mais dúvida que a expansão desordenada da agropecuária e agroindústrias nos planaltos da Bacia do Alto Paraguai, estão contribuindo para acelerar o processo de degradação ambiental do Pantanal.
Além dos processos erosivos e o subseqüente assoreamento dos sistemas aquáticos, muitos estudos revelam que a utilização de pesticidas na agropecuária são fontes potenciais dinâmicas de metais pesados para os ecossistemas aquáticos da planície. Investigações da Embrapa Pantanal, indicam que o mercúrio (Hg) empregado na extração de ouro de aluvião nos garimpos de Poconé, adjacentes ao Pantanal, desde o início dos anos 80, está elevando os teores desse metal nas cadeias alimentares. Uma das dificuldades na procissão dessa poluição é definir indicadores com potencial de expressar a concentração de Hg, sem grandes dificuldades de amostragem, boa reprodutibilidade dos resultados analíticos e que permita o monitoramento.
As aves, pôr ocuparem nível trófico elevado, comparável ao do homem, são muito usadas como uma boa e precoce indicação do potencial de poluição passível de ser perigoso ao homem. As espécies de aves aquáticas que se alimentam de peixes, como estão presentes em todos os “habitats” de água doce e pôr ocuparem diferentes nichos ecológicos, têm elevado potencial de serem utilizadas como bons indicadores de contaminação ambiental em cadeias alimentares aquáticas. Muitos estudos têm evidenciado que as aves constituem-se em organismos muito sensíveis e vulneráveis às contaminações ambientais pôr substâncias xenobióticas, principalmente aquelas que se biomagnificam nas cadeias alimentares, como é o caso do mercúrio.
A demonstração de que penas se constituem num bom indicador de mercúrio no diagnóstico de poluição ambiental foi aconteceu em 1966,na Suécia.
A Suécia foi pioneira no emprego de penas no diagnóstico de poluição ambiental pôr mercúrio. Posteriormente foi verificado que 50% do mercúrio acumulado no corpo de uma dada espécie de garça-branca, tanto jovens quanto adultas, se encontrava nas penas. Foi também demonstrado que o mercúrio depositado nas penas durante o processo de sua formação não sofre alteração na sua concentração. Em função disso, penas de aves que vivem em ambientes alagados no Pantanal foram utilizadas na prospecção de Hg ambiental.
A literatura cita que penas de aves são vantajosas porque são facilmente conservadas e o Hg acumulado pôr ocasião da sua formação, além de refletir o nível de Hg na dieta, não sofre alterações durante o armazenamento, permitindo o monitoramento ao longo do tempo.
Para viabilizar esse diagnóstico, desenvolvemos uma pesquisa para verificar se a espécie de ave, o sexo e a época de captura são fatores que influenciam a de concentração de Hg nas penas primárias nas condições do Pantanal. O mercúrio total nas penas provenientes de 91 indivíduos de 4 espécies de aves, sendo 18 biguás, 19 garças-brancas-grandes, 30 gaviões-caramujeiros e 24 carões foi analisado por espectrofotometria de absorção atômica.
Os resultados evidenciaram que as espécies testadas apresentam mecanismos diferenciados de bioconcentração de Hg nas penas primárias. A concentração média e o desvio-padrão de Hg (mg.g.-1 – base úmida) nas penas das aves avaliadas foram: biguá (1,99 ± 0,86), garça (1,93 ± 0,96), gavião caramujeiro (1,29 ± 0,67) e carão (0,64 ± 0,39). respectivamente. É interessante constatar que todas as médias estão acima de 0,5 mg.g.-1 , que é o limite máximo
Recomendado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) para proteger predadores na cadeia alimentar aquática. Essas diferenças encontradas nos teores de Hg entre as espécies são explicadas com base na dieta alimentar. O biguá e a garça se alimentam principalmente de peixes, e o gavião-caramujeiro e o carão de moluscos.
Verificou-se também que o biguá apresentou o maior teor de Hg no conteúdo estomacal.
Além disso, essa maior habilidade do biguá, em relação a garça, na concentração de Hg nas penas primárias pode ser entendida pelas diferenças na estratégia da captura de presas de hábitos alimentares tanto de fundo quanto da coluna d’água. Essa maior habilidade do biguá de concentração de Hg nas penas caracteriza a espécie como boa indicadora de contaminação ambiental. Os dados também revelaram que a época de captura das aves é fator relevante, indicando que o teor de Hg nas penas é influenciado pelas variações sazonais. Esses resultados, além de indicarem que as penas dos biguás podem ser utilizadas no diagnóstico de contaminação ambiental, sugerem biomagnificação de Hg no Pantanal, o que revela preocupações pelas restrições que podem advir no aproveitamento sustentável dos recursos naturais do Pantanal.
Fonte: Embrapa

Read more...

TARTARUGAS AMEAÇADAS

>> quarta-feira, 29 de julho de 2009



De cada mil filhotes que nascem, somente um ou dois conseguem atingir a maturidade. Os obstáculos naturais que eles enfrentam, mesmo quando se tornam juvenis e adultos, são impressionantes. Mas o principal predador ainda é o homem, o maior responsável pelo risco de extinção sofrido pelas tartarugas marinhas.
Ameaças Naturais
Os primeiros predadores naturais são raposas, caranguejos, formigas e raízes de plantas, que invadem ovos e filhotes ainda no ninho. Ao nascerem, os filhotes se tornam vulneráveis à predação por aves, caranguejos e por uma série de predadores no oceano.
Na maturidade, as tartarugas marinhas são relativamente imunes à predação, a não ser pelo ataque ocasional de tubarões.
A exceção é a desova, o momento mais vulnerável na vida de uma fêmea adulta, pois é quando ela está fora de seu habitat, o mar, tornando-se assim mais lenta e indefesa, podendo ser atacada pelo homem e alguns animais terrestres silvestres e domésticos.
Ameaças Causadas pelo Homem
Nenhuma ameaça natural é capaz de representar perigo de extinção para as tartarugas marinhas. São as atitudes predatórias do homem que as colocaram nessa situação de risco.
Caça e Coleta de Ovos
Até a década de 80, era um hábito comum matar tartarugas marinhas para se consumir a carne e usar o casco para fazer armações de óculos, pentes e enfeites como pulseiras, anéis e colares. Geralmente elas eram capturadas quando subiam à praia para desovar. Também os ovos eram retirados, pelos habitantes dessas praias, para alimentação. Hoje essas práticas não acontecem mais nas áreas de atuação do Projeto TAMAR.
Pesca
A pesca incidental é atualmente a principal ameaça às tartarugas marinhas. Presas incidentalmente nas redes (ou outras artes de pesca, como currais, arrastos, anzóis) e portanto sem poder subir à superfície para respirar, as tartarugas acabam desmaiando ou mesmo morrendo afogadas.
Entre todas as artes de pesca, as industriais representam a maior ameaça. Dessas, a pesca de arrasto de camarão é considerada, em todo o mundo, uma das mais predatórias, sendo seguida pelo espinhel. Um dispositivo de escape chamado TED tem sido aplicado às redes de arrasto, na tentativa de reduzir as mortes.
A educação ambiental é outra estratégia importante. O TAMAR desenvolve há anos a campanha educativa Nem Tudo que Cai na Rede é Peixe, ensinando o pescador a reanimar a tartaruga e devolvê-la ao mar.
Sombreamento
Construções altas e plantações em grande parte no litoral podem aumentar significativamente o sombreamento das praias de desova, diminuindo a temperatura média da areia e podendo provocar um aumento no número de filhotes machos.
Iluminação Artificial
A incidência de luz artificial nas praias, resultado da expansão urbana sobre o litoral, prejudica as fêmeas e filhotes. Muitas fêmeas deixam de desovar se a praia está iluminada demais. Os filhotes, por sua vez, ficam desorientados com as luzes artificiais, que o atraem mais do que a luz natural do horizonte, fazendo-os caminhar para o continente ao invés do mar, onde fatalmente são atropelados ou morrem de desidratação.
Por isso o TAMAR conseguiu aprovar leis que impedem a instalação de novos pontos de luz em áreas de desova e hoje faz uma campanha para substituição, nessas áreas, das luminárias convencionais por outras, especialmente desenhadas, para que a luz não incida diretamente sobre a praia.
Trânsito de veículos nas praias de desova
O trânsito de veículos nas praias de desova pode aumentar a mortalidade nos ninhos de tartarugas. A compactação da areia impede a subida dos filhotes após a eclosão dos ovos. Além disso, as marcas de pneus na areia dificultam a caminhada dos filhotes em direção ao mar e o risco de atropelamento é constante. É proibido o trânsito de veículos nas principais áreas de desova das tartarugas marinhas no litoral.
Poluição
A poluição das águas por elementos orgânicos e inorgânicos, como petróleo, lixo, esgoto, interfere na alimentação e locomoção e prejudica o ciclo de vida desses animais, constituindo-se numa das principais ameaças direta e indireta, pois degradam o ambiente marinho como um todo.
Fonte: www.tamar.org.br

Read more...

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA - CHIMPANZÉ ALEMÃO MORRE ESTUPIDAMENTE

>> segunda-feira, 27 de julho de 2009



Talvez Alemão quis com sua morte, denunciar todos aqueles que o impediram de ter uma vida com seus iguais no Santuário do GAP. Aqueles que o usaram durante 15 anos, em uma ilha de 15 metros quadrados, no Zoológico de Americana, algum dia responderão pelo que fizeram. Aqueles outros que boicotaram sua transferência para o Santuário do GAP, dois anos atrás, numa aliança espúria entre circenses e zoológicos também algum dia pagarão por este crime. Os que nos últimos dias não aceitaram entregá-lo à nós, para salvá-lo, e preferiram deixá-lo morrer sem misericórdia também pagarão algum dia pelo que fizeram.
Alemão morreu porque a vaidade humana é superior a qualquer outro sentimento, e todos aqueles desde Prefeitos a Secretários, e pessoal de zoológicos, que usavam Alemão para sua promoção e para o entretenimento de humanos, pouco se importarão por esta tragédia, mas nós nos importamos e os denunciaremos em cada canto do país em que estejam, e em cada posição pública que assumam, já que não merecem nenhuma consideração.
Alemão será o símbolo da nossa luta para tirar todos aqueles chimpanzés que ainda restam em zoológicos, e são levados à loucura pela exposição ao público. Alemão não morreu em vão, a tragédia que nós anunciamos dois anos atrás, aconteceu. Ele não quis mais viver, sua vida não tinha mais significado. Sua doença não era física nem fisiológica, não importa o que digam todos os laudos que se façam, ele morreu de tristeza, de abandono, de revolta, como muitos outros já o antecederam, e que não tiveram a oportunidade de ir morar em um Santuário com seus iguais.
Que a sociedade brasileira e mundial saiba o que os zoológicos fazem com seus irmãos primatas. Os exploram, os ridicularizam, os submetem ao assédio de um público ignorante, sem ter a menor compaixão por aqueles seres com os quais milhões de anos atrás compartilhamos a evolução e que se converteram em nossos escravos.
Que Alemão descanse em Paz!
“O CORPO DE ALEMÃO DEVE TER UM ENTERRO COM SEUS IGUAIS”
Estamos solicitando oficialmente ao IBAMA, órgão responsável pela destinação do corpo, que nos entregue Alemão, para seu sepultamento com seus iguais, no Cemitério do Projeto GAP em Sorocaba.
Alguns anos atrás, Chuca, chimpanzé fêmea morta em uma rua de São Bernardo do Campo - SP, por um policial despreparado, com autorização do IBAMA que nos entregou seu corpo, está sepultada no Santuário em Sorocaba.
O mínimo que o Poder Público pode fazer por um ser que foi tão machucado em vida, é dar-lhe um sepultamento decente, no lugar que ele desejava ficar, e que humanos sem consciência o impediram.
Dr. Pedro A Ynterian - http://www.greatapeproject.org/

Read more...

COMISSÃO INTERNACIONAL BALEEIRA

>> domingo, 26 de julho de 2009

Pontos positivos ficam por conta do incentivo ao turismo de observação de baleias
Terminou hoje, antecipadamente, a reunião da Comissão Internacional Baleeira na Ilha da Madeira, em Portugal. Mais uma vez, o objetivo de modernizar a Comissão para garantir a preservação dos cetáceos não foi atendido.
Após um ano de negociações, tudo que a CIB conseguiu foi agendar mais doze meses de conversas, até a próxima reunião em Agadir, Marrocos. Enquanto isso, centenas de baleias continuam sendo mortas pelos países que não aceitam participar da moratória à caça comercial.
A redução dos grupos de trabalho foi uma das medidas tomadas durante a comissão. Os países formaram novos grupos de discussão (com apenas 10 países, ao invés dos 30 que formavam os grupos anteriormente), para aí sim iniciarem seus trabalhos. Uma providência irrisória, face à demanda urgente de modernização da CIB. “Reduzir um grupo não melhora muita coisa. O que precisamos reduzir é a quantidade de baleias mortas. Se desejamos alcançar algum objetivo na reunião do próximo ano, é preciso mudar urgentemente os processos instaurados na CIB”, disse Sara Holden, coordenadora da campanha de baleias do Greenpeace Internacional.
Mas a reunião não foi de todo perdida. Ao contrário do que se temia, não houve qualquer proposta ou acordo para liberar a caça costeira japonesa, usando como moeda de troca a caça científica praticada em águas internacionais.
A Comissão decidiu prolongar o processo de negociação dos temas fundamentais que não estão resolvidos, pois não alcançam 75% dos votos, dentre eles a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Também foi aprovada a proposta de criação do Grupo de Trabalho Permanente sobre Turismo de Observação de baleias no Comitê de Conservação, além do desenvolvimento de um Plano Quinquenal para tratar do tema. Essa é uma grande vitória para o Brasil, já que somos um dos países da América Latina que desenvolve esse tipo de turismo - na Praia do Forte e em Abrolhos com as baleias jubartes e no sul, com as francas. Para essa espécie, uma outra boa notícia: foram aprovadas as recomendações do Comitê Científico sobre a importância da pesquisa com baleias francas em Santa Catarina.
A Austrália também promoveu uma parceria de pesquisa para o Oceano Austral, que priorizará e financiará pesquisa de cetáceos no Hemisfério Sul por meios não-letais, contrapondo diretamente a caça “científica” japonesa. O aporte de recursos australianos é da ordem de 850 mil euros e ajudará a elucidar muitos aspectos da biologia, ecologia e em especial da dinâmica populacional dos cetáceos que ainda existem nos mares austrais.
Foi definido também que o novo presidente da Comissão é o chileno Cristian Maquieira, ou seja, um latino, do Grupo de Buenos Aires, pró-conservação – um bom sinal. "Espera-se que o novo presidente da Comissão Internacional Baleeira leve o assunto sério e, a exemplo das ações realizadas em sua região, direcione a CIB a ser uma comissão em defesa da conservação de baleias." afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos no Brasil.

Read more...



  © Blogger template Romantico by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP